Tuberculose: prefeitura oferece tratamento gratuito

Por Divulgação 19-03-2013 | 00:00:00
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Pelotas tem, na atualidade, em torno de 260 pessoas com tuberculose, e uma média mensal de novos casos que oscila entre 15 e 25. A Incidência é considerada alta, mas desde 1972, quando foi implantado o programa de controle da doença no Rio Grande do Sul, o Município nunca deixou de disponibilizar tratamento aos doentes. “O Programa Municipal de Controle à Tuberculose (PMCT) sempre funcionou, com o setor especializado, e nunca faltou nenhum tipo de medicamento. A tuberculose é curável, em quase 100% dos casos, mas é imprescindível que os doentes sigam o tratamento de seis meses até o final. Infelizmente o risco de abandono é grande e, nesses casos, ela pode voltar”, pondera Ramon Joaquim Hallal, coordenador do PMCT/SMS. O procedimento correto a seguir, segundo o especialista, é fazer o exame se a tosse persistir por mais de três semanas. “Nestes casos ainda não é certo que a pessoa tem a doença, mas ela já é suspeita e quanto antes for feito o diagnóstico e começado o tratamento, mais seguro será para o paciente”, destaca o médico. O exame de baciloscopia (escarro) pode ser solicitado por qualquer clínica e pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A Secretaria de Saúde (SMS) não tem um teto para estes exames, ou seja, podem ser realizados pelo SUS tantos exames quanto forem necessários. Uma vez confirmado o diagnóstico, o paciente é encaminhado ao Programa Municipal, que funciona no Centro de Especialidades, e passa a receber os medicamentos, sem nenhum custo. “É bom que fique claro que somente o PMCT recebe, do Ministério da Saúde (MS), os medicamentos para estes tratamentos e a pessoa precisa estar inscrita no Programa para ter acesso a eles, gratuitamente”, salienta Jozane Sedrez do PMCT. Hallal explica que a tuberculose é uma doença que reflete a situação social de uma cidade e está diretamente ligada à fome e às más condições de habitação. “Se a pessoa não se alimenta bem e vive em um local pouco ventilado, terá menos resistência e mais possibilidade de contrair a doença. Entre todos os fatores, contudo, o que pesa mais na questão da vulnerabilidade é o vírus HIV positivo. Se a pessoa tiver AIDS, terá um risco maior de adoecer de tuberculose”, explica. Embora Pelotas tenha uma incidência alta desta doença e isso seja preocupante, Hallal enfatiza que também tem havido avanços importantes, como os diagnósticos serem feitos com maior rapidez, um maior conhecimento sobre a doença e a disponibilidade de todo o tipo de tratamento necessário. Ao longo desta semana, a SMS está encaminhando a diversas instituições material educativo sobre a tuberculose, enviado pelo MS/PNCT. “O objetivo é sensibilizar a todos, visando uma mobilização, para que juntos consigamos alcançar o objetivo maior que é o controle da tuberculose em nosso Município”, explica Jozane. Na semana que vem, ainda dentro da programação alusiva de Controle da Tuberculose, haverá um ato simbólico com a entrega de um kit educativo pela secretária da Saúde Arita Bergmann a uma das equipes que faz parte do Programa. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3222-5963 (PMCT). Saiba mais: *24 de março é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. A data foi escolhida em homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo do causador da tuberculose, ocorrida no ano de 1882, por Dr. Robert Koch. *O Programa Municipal de Controle da Tuberculose (PMCT) recebeu, nos dois últimos Congressos Nacionais/MS, 5 prêmios dos 9 indicados, por ter alcançado metas preconizadas pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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