Reuniões entre GHC e hospitais alinham ações para funcionamento do HPS
Encontros intermediados pela Prefeitura ajustam procedimentos visando o início das operações, em junho, do Hospital de Pronto-Socorro de Pelotas
Representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e dos hospitais que atendem usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Pelotas têm pelo menos mais quatro agendas conjuntas antes do início das operações do Hospital de Pronto-Socorro (HPS), o que vai ocorrer até 30 de junho. A primeira reunião foi realizada semana passada na SMS, com a titular da pasta, Ângela Moreira Vitória, uma comitiva do GHC e gestores da Beneficência Portuguesa, Hospital Escola (HE/UFPel), Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP/UCPel) e Santa Casa de Misericórdia.
São reuniões extremamente necessárias para que as equipes do GHC, que vão administrar o HPS de Pelotas, discutam os fluxos e entendam quem faz o que na dinâmica da saúde local, o que demonstra que o Hospital de Pronto-Socorro é uma realidade que se consolida no município”, disse o prefeito Fernando Marroni.
Uma das principais questões discutidas entre os entes envolvidos foi em relação à referência regional para o atendimento de pacientes de traumatologia. A situação não se altera: apesar de o HPS ser um pronto-socorro regional, a Santa Casa do Rio Grande permanecerá responsável por esta abrangência, enquanto a Santa Casa de Pelotas continuará a ser referência da especialidade no município.
A secretária de Saúde, Ângela Moreira Vitória, ao lado do diretor administrativo e financeiro do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), João Motta, em reunião com prestadores de serviços na Secretaria Municipal de Saúde (SMS)
“A emergência é a principal porta de acesso ao serviço de saúde, o HPS vai atender, mas é necessário contar com o serviço de todos”, disse a titular da SMS. Conforme Ângela, os próximos encontros agendados entre SMS, GHC e hospitais vão debater pautas como pós-cirurgia, regulação com os Núcleos Internos de Regulação (NIR) de cada hospital, cuidados prolongados e maternidade.
“Há uma expectativa em todos os dirigentes da rede hospitalar de que o fluxo de pacientes vai melhorar muito em Pelotas, ao contrário da realidade atual, na qual sofremos por falta de leito de UTI e clínico”, afirma a secretária de Saúde. “Com o HPS, a perspectiva é de que a gente vai passar a contar com esses leitos, 121 no total, somente no HPS, e, consequentemente, com um serviço público de saúde mais qualificado, que é o nosso objetivo fundamental”, completou.
O diretor geral do HUSFP, Caio Otávio Moraes Lopes, concorda que a realidade da saúde pública deve mudar para melhor no município com a abertura das atividades do HPS, em junho. “Não há dúvida”, afirmou ele. “O GHC é reconhecido pela qualidade dos serviços que oferece, a atuação do Grupo na cidade eleva a nossa régua para qualificar ainda mais os serviços de saúde em Pelotas e região.” Conforme o gestor, além de novos leitos injetados na cidade, a disposição demonstrada para o diálogo com os hospitais, por intermédio da SMS, vai contribuir para melhorar o atendimento de urgência e emergência no município e na Zona Sul. “O HPS precisa ter uma rotatividade maior de leitos, mas sozinho não vai conseguir, vai precisar do apoio dos hospitais que compõem a rede de saúde da cidade, e para atingir esse objetivo o diálogo conosco será fundamental, e isso já está acontecendo.”