
Prefeitura discute prevenção ao suicídio
A Prefeitura promoveu, na manhã desta sexta-feira (29), uma atividade alusiva ao Setembro Amarelo, com representantes de todas as secretarias municipais, com palestras e orientações sobre como lidar com fatores de risco ao suicídio. A proposta é que os servidores que participaram do evento se tornem reprodutores das ideias nos seus setores, e que dentro das equipes, cada pessoa olhe para os demais, e seja vista, para identificar quem possa estar precisando de acolhimento. A mesa de abertura foi formada por três mulheres, a prefeita em exercício, Daniela Brizolara, a secretária de Recursos Humanos (Serh), Carla Cassais, e de Saúde (SMS), Ângela Vitória.
Durante a manhã, participantes receberam informações sobre prevenção, dados, participam de atividades lúdicas, foram apresentados a serviços como a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) e Centro de Valorização da Vida (CVV). O encontro, que reuniu mais de cem servidores, foi realizado no auditório do Parque Tecnológico.
Fotos: Janine Tomberg
Entre as orientações para quem perceber sinais de que alguém próximo está passando por um momento difícil, está ouvir, mostrar empatia, manter-se calmo, ser afetuoso e dar apoio. Caso a pessoa dê sinais ou fale diretamente sobre a possibilidade de suicídio, deve-se sempre levar a situação a sério, além de manter-se próximo e buscar ajuda de outras pessoas.
Carla, que propôs o evento, avaliou que as relações humanas estão em um momento de grande fragilidade, por isso a principal tarefa daquele encontro era enxergar o outro, e as profissionais participantes ajudariam a buscar formas de a identificar o sofrimento das pessoas que compartilham o ambiente de trabalho.
Para Daniela, o evento seria um dos momentos mais importantes deste governo, e ponderou que sempre fala em reconstrução da cidade, e que assim como toda a população, quer a reconstrução estrutural, mas ter um cuidado com as pessoas que formam o governo é de extrema importância, e que a qualidade dos serviços oferecidos passa pelo cuidado com os servidores e servidoras. Para ela, esse é um tema difícil de abordar, pois existe muito preconceito em relação aos cuidados com a saúde, especialmente com a saúde mental, mas que “hoje estamos num outro momento, um momento em que nós precisamos nos tornar mais sensíveis”, avaliou. Ela também afirmou que o estímulo das redes sociais ajuda, mas também exige respostas rápidas e, com isso, “acabamos esquecendo de nós mesmos, às vezes não conseguimos enxergar o outro que está ao nosso lado”, ponderou.
A secretária de Saúde (SMS), Ângela Vitória, falou sobre a necessidade de prestar atenção nos servidores e nos direitos dos servidores, e no problema de assédio moral, que pode gerar sofrimento que se some a outros sofrimentos. “É um problema que vem para a saúde, mas a prevenção dele tem que ser da sociedade. Os serviços de saúde vão com as estratégias de prevenção a gente tem que ter, como atender na hora que a pessoa já está em sofrimento e está em risco, mas a prevenção tem que ser de toda a sociedade”, e completou “a gente está num momento de um certo descuido com os sentimentos humanos, descuido na sociedade em geral, e a gente voltar a defender”, disse. Ângela também falou sobre construir parcerias com a vice-prefeita, a Secretaria de Recursos Humanos, da Saúde, e da Assistência Social, para criar estratégias para enfrentar o problema.
O evento seguiu até o fim da manhã com palestras e rodas de conversa com profissionais e voluntários da área – a psicóloga Gicelma Kaster, a coordenadora da Raps, Luciane Kantorski, a coordenadora do Cerest, Paola Medeiros, e as representantes do CVV, Maria de Fátima Farias, Elisa da Rosa e Júlia Maria Ávila.