
Obra de reestruturação da estrada da Barra do Laranjal será licitada
A obra de reestruturação completa da estrada da Barra do Laranjal, cujos recursos foram anunciados na noite de quinta-feira (28) pelo prefeito Fernando Marroni, será licitada pela Prefeitura nas próximas semanas. O montante, de R$ 4,3 milhões, está disponível para execução. A estimativa é de que a intervenção tenha início tão logo conclua-se o processo licitatório, antes do final do ano.

A estrada da Barra do Laranjal em imagem de drone feita na tarde desta sexta-feira. Via ganha recursos da Defesa Civil Nacional no valor de R$ 4,3 milhões para obra de reestruturação completa (Fotos: Volmer Perez/Secom)
A liberação do recurso foi assinada pelo secretário nacional da Defesa Civil, Wolnei Wolff. Ele esteve no município nos dias 24 e 25 junho, quando visitou com o prefeito Marroni os locais mais atingidos pela enchente de maio do ano passado em Pelotas, como a estrada da Barra e a Colônia de Pescadores Z3.
“É para resolver, não será qualquer cheia que vai nos obrigar a refazer a estrada do Pontal”, disse o prefeito, que durante a semana cumpriu agenda em Brasília. “São recursos advindos da Defesa Civil Nacional, especialmente para reconstrução das estruturas afetadas pelas cheias de maio do ano passado”, explicou.
A obra atende antiga reivindicação da comunidade da Barra e do Laranjal por qualificação e investimentos na estrutura. Atualmente, a localidade, além de ser espaço de lazer bastante frequentado, conta com cerca de 70 famílias. Todas, direta ou indiretamente, vivem da pesca artesanal.
O estudo para recuperação foi elaborado pelos técnicos da prefeitura vinculados a Secretaria de Urbanismo (Seurb).
A estrada da Barra será reconstruída em 1,7 quilômetro de extensão, desde o trapiche do Valverde até o Pontal. Conforme o secretário de Urbanismo, Otávio Peres. A solução do projeto guarda semelhança com a atual estrutura da estrada, com enrocamento lateral (reforço estrutural), elevação do nível e pavimentação em saibro. Piso de asfalto ou em blocos de concreto está descartado por questões ambientais e restrições das regras de reconstrução da Defesa Civil. Arquiteto de formação, o secretário garante: “Vai ser uma boa estrada, reforçada, resiliente, que exigirá manutenção como qualquer outra, mas não vai precisar ser patrolada mensalmente, por exemplo.”
O projeto prevê escavação de 60 centímetros de profundidade, com 30 centímetros de sub-base, 20 centímetros de base de argila e dez centímetros de revestimento homogêneo em saibro compactado.