Grupo visita o Cemitério da Santa Casa de Pelotas
Muito mais do que a última morada, o Cemitério da Santa Casa de Pelotas guarda riquezas que comportam um dos principais conjuntos arquitetônico funerário da cidade de Pelotas. Com ênfaze na preservação deste patrimônio público, a fotógrafa e especialista em Patrimônio Cultural, Luiza Carvalho, guiou na tarde de hoje (13) um grupo de aproximadamente 30 pessoas, de diferentes idades, em vista ao cemitério local.
Um roteiro que passou pela história das primeiras marmorarias do município, chegando à beleza da Arte Funerária de Pelotas, que reside em obras dispostas em meio às ruínas históricas, entre túmulos de cidadãos ilustres e de desconhecidos.
A acadêmica do 5º semestre curso de Artes Visuais, Kátia Helena Rodrigues Dias, descreveu a visita como inusitada, mas muito interessante. “Já possuo um acervo de fotografias tiradas em outros cemitérios, como de cidades do interior do Estado, colônia de Pelotas e da cidade de São Paulo, mas apesar da curiosidade em conhecer o Cemitério local, esta é a primeira vez que venho aqui com o propósito de conhecê-lo”, afirmou a estudante.
Assim como Helena, a responsável pelo cemitério, Mara Mafalda de Campos, destacou a iniciativa de Luíza como inovadora e de extrema importância para a preservação do local como um bem público. “Esta é a primeira vez, desde que estou aqui, que recebemos um tipo de atividade como esta que possibilita despertar o interesse de preservação na população. Esperamos poder contar mais com o auxílio da comunidade, pois a Santa Casa não tem como manter a preservação de cada túmulo”, ressaltou Mara.
Luiza Carvalho lembra que o acervo de esculturas funerárias de Pelotas se encontra esquecido, descaracterizado e passível de desaparecimento. O Campo Santo da Santa Casa significa um verdadeiro patrimônio histórico, cultural e artístico, guardião de memórias coletivas e particulares. O espaço requer a atenção e a divulgação de uma política educacional e de segurança, que evite a constante dilapidação de seus bens pela mão humana. Luiza destaca que a intenção é elaborar um projeto de preservação e salva guarda do que ainda se tem em obras no cemitério.