Governo prestigia homenagem aos 100 anos do Chove Não Molha
Coquetel será nesta sexta feira e, sessão Solene, no dia 26 em comemoração ao centenário do Clube
Para comemorar os cem anos do Clube Cultural Chove Não Molha, a direção da entidade promoverá um coquetel, nesta sexta-feira (22), homenagem de pessoas importantes na trajetória da instituição, entre elas ex-presidentes, ex-rainhas, além das atuais tituladas. Na ocasião, também serão descerradas placas comemorativas ao centenário. No dia 26, aniversário do Clube, ocorrerá uma Sessão Solene na Câmara de Vereadores.
O coquetel inicia-se às 20h, é aberto ao público com convite individual ao valor de R$ 25,00 e mesa para quatro pessoas ao preço de R$ 100,00. A Comissão Pró 100 anos vem trabalhando intensamente, desde agosto quando foi formada, no intuito de resgatar a história do Clube, que foi um importante ponto de resistência da etnia negra no município, afirma a representante da Comissão, professora Maria Helena Silveira.
Representante da Comissão Pró 100 Anos, professora Maria Helena - Foto: Adriana Rabassa
Várias atividades já foram desenvolvidas em comemoração ao centenário do Clube, como um painel que tratou sobre a importância da representatividade negra nos cem anos, eleição e almoço para coroação das 23 tituladas, que passam agora a representar a entidade em festas na sede, e junto a outras entidades sociais. Outra festividade é o Happy Hour com o Grupo Samba da Amizade, serviço de copa e salgadinhos, realizado sempre duas vezes ao mês, no final da tarde, às sextas-feiras.
A nossa intenção é fortalecer o Clube, mesclando uma diretoria com a juventude e também com a velha guarda”, diz o coordenador da Comissão, José Gabriel Duarte da Silva. "Para isso, teremos ainda vários eventos ao longo deste ano", antecipa.
No dia 17 de março, o Chove Não Molha faz o seu baile de Carnaval, com a participação de rainhas e duquesas, e animação a cargo de música eletrônica e do Bloco Donas da Noite, com harmonia e bateria.
João Gabriel Duarte da Silva coordena todas as festividades do grupo - Foto: Adriana Rabassa
A Secretária de Governo da Prefeitura, Clotilde Victória, frisa a importância histórica da associação recreativa e cultural: "Um clube social, ao chegar aos cem anos, tem de, necessariamente, encontrar eco de consideração e respeito públicos. Os clubes de matriz afro-brasileira são bravamente guardiões de história de um povo".
Secretária de Governo, Clotilde Vitória, destaca relevância de clubes de matriz afro-brasileira - Foto: Ascom
São o que podemos chamar de polo de resistência cultural. E neste sentido, esta data nos suscita uma homenagem especial aos mais velhos – memórias vivas –, responsáveis por preservar e transmitir a cultura e as tradições aos mais novos que cabe levar adiante, reinventando e transformando, cada vez mais o Clube, em espaço de confraternização e solidariedade ”, ressalta Clotilde.
Neste mês e também em março, o Clube Cultural Chove Não Molha estará aberto às sextas-feiras à tarde, das 14 às 17h, para receber sócios e propostas de novos associados, informa a secretária do Clube, Simone Neves da Silveira. Não é cobrada a joia e, para se associar, basta comparecer à sede no horário de atendimento. A mensalidade de sócio é R$ 10,00.
Fotos: Adriana Rabassa
História
Criado na Alfaiataria de Otacílio Borges Pereira, no dia 26 de fevereiro de 1919, pelos carnavalescos Antônio Silveira Falcão, Henrique Câncio de Paula, Pedro Vargas e Antenor Vieira, em 1966 houve o reconhecimento como utilidade pública, passando a denominar-se Clube Cultural Chove Não Molha.
A associação de cultura e lazer foi formada por uma parcela menos abastada da população do município, como trabalhadores vinculados à área de serviços: costureiras, cozinheiras, alfaiates e empregadas domésticas.