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Prefeitura e UFPel lançam Estudo Piá para prevenir a violência

Coordenado pelo Centro de Epidemiologia, a pesquisa vai aplicar as metodologias Conte Comigo e Act - Criando Crianças Seguras

Por Kímberlly Kappenberg 03-07-2018 | 12:35:59

      O eixo de Prevenção Social do Pacto Pelotas pela Paz iniciou uma nova etapa. Na manhã desta terça-feira (3), foi lançado no Salão Nobre do Paço Municipal o Estudo Piá – Primeira Infância Acolhida, parceria entre a Prefeitura Municipal e o Centro de Epidemiologia da UFPel, que vai usar as metodologias Conte Comigo e Act – Criando Crianças Seguras na prevenção da violência.

Fotos: Gustavo Vara

      Serão acompanhadas 440 crianças da Coorte 2015 e suas famílias, num estudo inédito no país, já que essa é a primeira vez que o Conte Comigo é aplicado no Brasil e a segunda experiência com o Act. Os métodos promovem o estreitamento de vínculos familiares, por meio de leituras dirigidas, e a compreensão do desenvolvimento infantil, através de atividades lúdicas com os pais e nas escolas. 

A expectativa é de que a parceria entre academia e administração municipal forneça evidências científicas para embasar novas políticas públicas, destacou a prefeita Paula Mascarenhas.

“Estamos apostando nos servidores de carreira ao disponibilizar esses métodos para que sejam aplicados com nossas crianças. Esse conhecimento vai ser de vocês”, disse a prefeita aos mais de 40 facilitadores das técnicas presentes no evento.  

Conte Comigo e Criando Crianças Seguras

As metodologias são estratégias dos programas Infância Protegida e Escola da Paz, parte do Pacto. Responsável pela pesquisa, o professor Joseph Murray explicou que o Conte Comigo é dividido em oito semanas e utiliza livros de imagens para despertar a curiosidade de crianças, desenvolver suas habilidades cognitivas e valores, estreitando as relações familiares. 

Foto: Gustavo Vara

O Act - Criando Crianças Seguras também é dividido em etapas. Nas nove sessões os pais são treinados pelos coordenadores pedagógicos das Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) para compreender o desenvolvimento infantil e criar seus filhos sem abusos, lidando com dificuldades emocionais e comportamentais nas crianças. A técnica contribuirá ainda no ambiente escolar, através da qualificação dos profissionais que, além de facilitarem a metodologia, poderão utilizar as técnicas no cotidiano de trabalho para a resolução de conflitos.

“É importante pensar a prevenção quando tratamos a questão da violência. Para isso, a primeira infância é um momento muito importante no desenvolvimento, assim como as relações familiares. Estamos confiando nos facilitadores para que essa pesquisa funcione”, afirmou Murray. 

Pesquisa pioneira

Os pesquisadores vão monitorar a aplicação das metodologias, em quatro grupos, com 110 crianças cada, escolhidos conforme a técnica empregada: A) apenas o Conte Comigo será aplicado; B) apenas o Act - Criando Crianças Segura; C) o Conte Comigo e o Act; e D) grupo controle, que não receberá nenhuma das metodologias.   

Ao aplicar os métodos, os profissionais terão o papel de estabelecer relações com as famílias, incentivar laços parentais e estimular conexões. O fortalecimento dos vínculos entre crianças a partir de 3 anos e seus parentes mais próximos é um dos principais motes do Estudo Piá. Conte Comigo e Act são estudados em São Paulo, Estados Unidos, Inglaterra e África do Sul, e os resultados preliminares encontrados nesses locais motivaram sua aplicação pela Epidemiologia da UFPel.

“Fico orgulhoso de ver meus colegas propondo ações de saúde pública com base em evidências. Esse engajamento da universidade muito me alegra, pois não podemos deixar de participar das discussões acerca do problema que é a violência”, comentou o reitor da UFPel, Pedro Curi Hallal.
Fotos: Gustavo Vara

      Estiveram presentes no lançamento do Estudo Piá o vice-prefeito Idemar Barz; os secretários de Saúde, Ana Acosta, Assistência Social, Luiz Eduardo Longaray, e Governo, Clotilde Victória; o assessor do Pacto Pelotas pela Paz, Samuel Ongaratto; a representante do Instituto Cidades Seguras, Tâmara Soares; a promotora da Infância e da Juventude, Luciara Robe; o juiz reponsável pelo Cejusc, Marcelo Malizia Cabral, e as coordenadoras da aplicação das metodologias, Maria de Lourdes Botelho e Aliceia Ceciliano.

      Confira as fotos do evento no flickr da Prefeitura.

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