Viabilidade do gás natural depende de mobilização da região
Durante audiência Pública realizada ontem(2) no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Pelotas, a secretária Estadual de Energia Minas e Comunicações Dilma Roussef, atendendo a convite do prefeito Fernando Marroni, esteve debatendo a viabilidade do abastecimento de gás natural para a região. A secretária explicou aos prefeitos e lideranças da zona sul, empresários e entidades de classe presentes a importância da mobilização do grupo para que seja retomada a construção do gasoduto Uruguaiana-Porto-Alegre, abortada pelo governo Federal, e ao mesmo tempo agilizar a possibilidade da construção de um gasoduto próprio para a Metade Sul. Segundo a secretária Dilma Roussef, os dois únicos caminhos do gás natural chegar ao estado são através do gasoduto Bolívia-Brasil, cuja demanda de 40 mil m3/dia é insuficiente para atender as necessidades, ou através do gasoduto Uruguaiana-Porto-Alegre. "Não há condições de ampliação da capacidade do Bolívia-Brasil, além disso estamos distantes da fonte o que iria gerar uma tarifa de transporte alta e por conseguinte tornando o preço do gás proibitivo", explicou Dilma. O objetivo do Governo do Estado, na afirmação da secretária, é a conclusão da construção do Uruguaiana-Porto Alegre, que além de fechar o anel geográfico, dá consistência ao Mercosul. "O investimento total é de 221 mil dólares, sendo 43 mil em gás natural, 98 milhões relativos a Termogaúcha, e 80 milhões à Termocanoas", disse ela. Dilma Rousset alerta que sem a conclusão do gasoduto acontecerá um déficit de gás natural no estado a partir de 2003. Além disso, a Termocanoas estará condenada a operar de forma antieconômica, sem falar no prejuízo de 121 milhões de dólares já investidos na obra. Com a finalização do Uruguaiana-Porto Alegre, segundo ela, em julho de 2004 já seria possível voltar a transmitir o gás necessário. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Umberto Delevati acredita que ficou evidenciado a disposição do Governo do Estado na implantação do gás natural, mas para isso é necessário que as lideranças se mobilizem no sentido de agilizar a conclusão do Uruguaiana-Porto Alegre. "Somente a partir desta mobilização teremos condições de viabilizar as condições necessárias para o desenvolvimento do gás na região sul", conclui. Também fizeram parte da mesa, o diretor presidente da Sulgás, Giles Carriconde Azevedo, os prefeitos Fábio Branco, de Rio Grande, Vitor Hugo Rosa, de Jaguarão, e Selmira Ferembach, de Turuçú, além do presidente da Câmara de Veradores, Ademar Ornell e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Umberto Delevati, como mediador do debate.