Jornalista investigativo pelotense foi assassinado há 17 anos no Rio de Janeiro

Tim Lopes recebe nome de rua no Fragata

Jornalista investigativo pelotense foi assassinado há 17 anos no Rio de Janeiro

Por Alessandra Meirelles – MTb/RS 10052 02-06-2019 | 13:58:11
Tags: tim lopes , rua , fragata , jornalista

O jornalista investigativo Tim Lopes recebeu, na manhã deste domingo (2), uma homenagem em sua cidade natal. A partir de hoje, a rua que é continuidade da avenida Guabiroba, atrás da Rodoviária, no Fragata, chama-se rua Jornalista Tim Lopes. A cerimônia foi conduzida pela prefeita Paula Mascarenhas, com a participação de dois irmãos do homenageado, Tânia e Miro Lopes.

Fotos: Gustavo Vara

Proposta pelo ex-vereador Luiz Carlos Matozzo, a homenagem foi aprovada em 2004. A Prefeita enfatizou a coragem do homem que honrou o jornalismo e deixou um legado para as próximas gerações. Paula falou sobre o Pacto Pelotas pela Paz, criado em 2017, que faz o enfrentamento à violência, com a participação de toda a sociedade, uma atuação fundamental para reduzir os assustadores índices de homicídios que a cidade enfrentava, com ações como a proteção de crianças e adolescentes e oportunidades aos apenados que querem se reintegrar na sociedade. "É muito importante a lembrança do Tim Lopes no momento que a gente está vivendo. Ele foi um brasileiro extraordinário", disse a prefeita. 

Tânia conta que em todo o país e em cidades como Nova York e Paris há ruas, praças, monumentos e centros culturais com o nome do irmão mas "essa aqui é a mais importante. Por que aqui é a terra dele. Nos sentimos honrados, porque crescemos ouvindo histórias do Fragata, nossa família morou aqui por dez anos", disse a irmã com a voz embargada.

Os irmãos de Tim Lopes receberam uma réplica da placa instalada na rua, e livros sobre Pelotas. Para a cidade deixaram o documentário Tim Lopes, histórias de Arcanjo.

O pelotense Tim Lopes

O jornalista Tim Lopes, batizado Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, era o quarto filho, em uma família de 12. Pai militar, moraram em vários lugares do país. Tim nasceu em Pelotas, onde viveu a primeira parte da infância. "Ele adorava dizer que era gaúcho", conta Tânia explicando o porquê. “Tinha que dizer, porque não tinha sotaque".

Dois de junho

A data da inauguração da placa é bastante simbólica. Há exatos 17 anos, no dia 2 de junho de 2002, aos 52 anos, o repórter que trabalhava infiltrado, foi descoberto quando fazia uma reportagem sobre abuso de adolescentes e tráfico de drogas em um baile funk no Rio de Janeiro. Tim Lopes teria sido sequestrado, torturado, julgado e executado por traficantes. Sua morte foi confirmada pela polícia uma semana depois e o enterro apenas depois de mais de um mês, após exames de DNA confirmarem que se tratava do seu corpo, carbonizado.

Também participaram da cerimônia, a assessora especial de Relações Institucionais e Gestão Estratégica, Clotilde Victoria; o proponente da lei que deu o nome à rua, Luiz Carlos Matozzo; o diretor da Secretaria de Cultura (Secult), Paulo Pedrozo; o radialista Carlos Nogueira; representantes da banda carnavalesca Entre a Cruz e a Espada; do Clube Farroupilha e integrantes da comunidade.

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