Saúde já tem auditores
  O secretário municipal de Saúde e Bem Estar, Luiz Augusto Facchini, durante audiência pública ontem, voltou a reafirmar que a Prefeitura tem o maior interesse em solucionar qualquer tipo de dúvida com relação aos hospitais e prestadores de serviços. Facchini tambem anunciou que a Secretaria já dispõe de uma equipe de auditoria, criada a partir da Norma Operacional de Saúde, aprovada no ano passado para orientar o cumprimento de todas as rotinas da gestão de saúde.   A equipe fará a identificação das demandas dos prestadores, análise de bloqueios e glosas efetuadas, comparação entre produção apresentada e paga, revisão dos prontuários de AIH-Autorizações de Internações Hospitalares e observação do cumprimento de cláusulas contratuais e metas pactuais, entre outros. Terá ainda como atribuição a elaboração de projetos para ampliação do teto e mobilização de apoio político às demandas locais.   Comentando o “desfinanciamento” da saúde no Brasil, Facchini lembra que há sete anos a tabela de procedimentos está congelada, promovendo a descapitalização das instituições e prestadores de serviço, sem considerar o orçamento da União que, a cada ano, vem diminuindo. Outro problema citado por ele é a não identificação da demanda reprimida, que não é atendida no período considerado para o cálculo de fixação do teto, resultando em mais usuários do SUS sem atendimento.   “Concebido na lógica do pagamento por produção de procedimento – produção de doenças x produção de saúde -, o atual modelo desqualifica o trabalho clínico, a ação preventiva, e privilegia a alta tecnologia”, afirma o médico ao incentivar a participação da sociedade no controle social do SUS.   Durante sua intervenção, o secretário apresentou dados sobre o SUS em Pelotas ,que demonstram o déficit, de cerca de 300mil reais mensais, para atender as demandas de Alta Complexidade. Na Gestão Plena o déficit chega a 235 mil reais e no PAB a 188 mil reais.