Renata Requião analisa concepção lúdica de Lina BoBardi

Por Divulgação 03-09-2002 | 00:00:00
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  A leitura de mundo da arquiteta Lina Bo Bardi será assunto da secretária de Cultura, Renata Requião, no encontro de hoje(4), às 18h, do “É conversando que a gente se entende”, projeto da Secult que acontece todas as quartas-feiras no Teatro Sete de Abril.
  Com o tema “Lúdica LinaBo Brinca”, Renata Requião analisa a concepção lúdica das formas na visão da arquiteta modernista italiana que em 1968 concebeu arquitetonicamente o prédio do Museu de Arte de São Paulo (MASP).
  Segundo Renata, a fantástica leitura lúdica de mundo de Lina Bo, onde toda interferência no ambiente é orgânico, são elementos de análise do encontro de hoje. “A capacidade da arquiteta de potencializar as formas que já estão colocadas no local, além do mimetismo que qualifica o espaço e remete a todo um jogo de citações e referências fazem a genialidade desta mulher”, explica a secretária.
  LINA BO BARDI - Nascida no ano de 1914 em Roma a arquiteta aceitou juntamente com o marido Pietro Maria Bardi, em 1946, o convite de Assis Chateaubriand para criar um museu em terras tropicais. O museu deveria ser erguido em São Paulo, onde o terreno da Avenida Paulista havia sido doado à municipalidade, com a condição de que a vista para o centro da cidade fosse mantida.
  O desafio dela seria criar um museu com uma coleção de arte européia e brasileira que não ficasse nada a dever aos maiores museus do mundo. O projeto, com formas arrojadas, apresenta imensos vãos livres.
  A idéia de Lina Bo foi justamente, preservar a vista exigida para o centro da cidade criando um edifício que se tornou único no mundo, mantendo corpo principal pousado sobre quatro pilares laterais com um vão livre de 70 metros, resultando, assim, dois andares de subsolo e dois andares acima do nível da Paulista e uma grande praça entre eles, hoje a Esplanada Lina Bo Bardi.
  O MASP foi inaugurado em 7 de novembro de 1968 com a presença da rainha Elizabeth II da Inglaterra e possui hoje um acervo valioso, que inclui obras de artistas brasileiros e estrangeiros, destacando-se as pinturas de Tiziano, Bosch, Rembrandt, Goya, Degas, Turner, Van Gogh e Picasso, além dos brasileiros Almeida Júnior, Portinari e Eliseu Visconti.
  A arquiteta viveu em São Paulo, onde faleceu em 1992 deixando o legado de uma arquitetura avançada capaz de demonstrar a possibilidade de dinamismo e flexibilidade de um espaço cultural. A intenção clara de Lina ao transformar o ambiente de status social em status popular inusitou muitos defensores da arte elitizada.

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