Regras para camelôs
Estão em andamento na Secretaria de Planejamento Urbano (Seurb) dois projetos que regrarão a atuação de ambulantes no centro da cidade. Um deles organizará a atividade de artesãos e o outro deverá redirecionar camelôs que ainda não possuem local no camelódromo e também regular a atividade dos relojoeiros, hoje instalados no Calçadão da Andrade Neves entre as ruas Lobo da Costa e Marechal Floriano. De acordo com o titular da pasta, Antônio Soler, a questão dos ambulantes no centro da cidade é complexa e não será resolvida de forma truculenta: “Não podemos retirar este pessoal sem garantir outras saídas. Assim como nós, são pessoas que precisam garantir seu sustento e, frente à crise econômica do país, negar a eles o direito à sobrevivência e ao trabalho é centralizar a renda, o que vai totalmente contra os princípios de nosso governo. Como podemos pregar justiça e inclusão social e distribuição de renda e simplesmente retirar a única saída para o sustento de várias famílias?” O primeiro projeto diz respeito ao direcionamento dos artesãos, que hoje ocupam o Calçadão da Andrade Neves. Estes artesãos terão lugar na rua Sete de Setembro, entre Andrade Neves e General Osório. O local, já chamado Rua dos Artesãos, será mais uma oportunidade para os trabalhadores deste setor garantirem sua renda. O outro projeto, além de criar espaço para os camelôs que não conseguiram lugar no camelódromo (hoje localizados na rua Marechal Floriano, por exemplo), tornará ambulantes relojoeiros, instalados no Calçadão da Andrade Neves entre as ruas Lobo da Costa e Marechal Floriano, oferecendo a estes trabalhadores Conforme Soler, os ambulantes da Floriano já exerciam sua atividade quando este governo assumiu a Prefeitura. “O que estamos fazendo é a fiscalização destes trabalhadores para que tanto o espaço ocupado e a atividade não fosse alterada como para que não se instalassem ali outros camelôs.” Soler é veemente ao afirmar que a retirada destas pessoas do local não resolverá o principal problema: “Há que se dar oportunidades de geração de renda para todos. Não podemos negar a ninguém o direito ao trabalho. O que é de competência da Seurb é o regramento destas atividades como tais, e é isso que nos empenhamos em fazer.”