Reajustes aprovados em assembleia vão à votação na Câmara
Pagamentos de retroativos dos salários dos servidores têm como base o dia 1° de maio
A oferta final do governo referente ao dissídio de 2026, aprovada pelos servidores em assembleia nessa quarta-feira (8), resultou de diversas tratativas com o Sindicato dos Municipários de Pelotas (Simp) e a Comissão de Negociação. O prefeito Fernando Marroni tem a expectativa de que o projeto de lei, referente à data-base da categoria, receba anuência da Câmara com a maior celeridade possível, para agilizar o repasse ao municipalismo dos efeitos retroativos ao dia 1° de maio.
A ampla maioria dos funcionários municipais de Pelotas, reunidos no auditório do Colégio Pelotense, concordou com as propostas dos reajustes de 5,4% de todos os salários e de 8,28% do valor do auxílio-alimentação – passou se R$ 531,00 para R$ 575,00.
O mesmo índice das remunerações recebeu anuência dos funcionários para aplicação na parcela autônoma do SUS, no adicional de Estratégia da Saúde da Família, nas gratificações dos dentistas e auxiliares em Saúde Bucal, no adicional de saúde mental, nas gratificações e verbas de natureza permanente e nos valores a título de "completivos de remuneração" destinados a alguns cargos e empregos públicos. O Magistério foi contemplado com o percentual em janeiro de 2026, conforme preceitua lei municipal.
"No contexto atual de queda da arrecadação do Município, conseguimos chegar a 3,77% de reposição da inflação e 1,63% de ganho real nos ordenados e aproximar mais o benefício do vale-alimentação dos R$ 600,00 pleiteados; um avanço reconhecido pelo Sindicato e pelos trabalhadores", avalia o prefeito. "Estamos progredindo na execução da estratégia de valorização do funcionalismo, que prossegue em outras frentes, apesar das dificuldades nas finanças", assinala Marroni.
Os municipários também consentiram com a concessão do aumento de 9% no adicional de risco de vida dos guardas municipais e agentes de trânsito. Outra deliberação foi dar aval à Prefeitura para chegar ao piso regional estadual, atualmente de R$ 1.884,75 – maior do que o nacional – nos vencimentos de quem precisa de complementação.
Participante ativa das tentativas de consenso entre Administração Municipal e sindicalistas, a secretária de Recursos Humanos, Carla Cassais, considera muito positiva a negociação da data-base deste ano.
"A concordância com o esforço-limite da gestão traduz a linha de reconhecimento dos serviços públicos e, mais do que profissionais, das pessoas que os executam", afirma a titular da pasta.
Além de transpor limitações difíceis, existem, segundo a secretária, questões que não se encerram neste momento. Continuam, por exemplo, as reuniões com o Simp, tendo em vista a evolução de pautas como insalubridade, à qual já se apresentou um modelo, e risco de vida.
"Há a nitidez de que a conjuntura não é ainda o ideal, porém, perseguimos o alcance das metas de governo, a partir da premissa de sempre avançar; nunca retroceder", antecipa.
Debates permanentes para os planos de carreira
▪️Pleitos dos auxiliares de Educação Infantil e merendeiras.
▪️Tratamento isonômico entre professores e orientadores educacionais.
▪️Retorno da licença-prêmio.
▪️Pisos salariais.
▪️Outras reivindicações.
Foto de capa: Tobias Bernardo/Secom