Programa de humanização no pré-natal

Por Divulgação 31-07-2002 | 00:00:00
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  Cerca de 150 gestantes já passaram pelo Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento que tem como objetivo melhorar o acesso à cobertura e à qualidade do acompanhamento pré-natal, da assistência ao parto e puerpério à gestante e ao recém-nascido, na perspectiva dos direitos de cidadania. Instituído pelo Governo Federal, o programa teve a adesão da Prefeitura de Pelotas no final do ano passado e é desenvolvido nos 52 postos de saúde e nos hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde.
  Como define o nome, o Programa busca tornar mais humano o atendimento das pacientes, fazendo com que as unidades de saúde recebam com dignidade a mulher, seus familiares e ao recém-nascido. Uma destas ações, por exemplo, é a permissão para que o pai acompanhe o nascimento de seu filho e receba todas as informações da equipe médica.
  Devem participar do programa todas as gestantes, que tenham menos de 17 semanas de gestação- 4º mês de gravidez. Após o cadastro, a futura mãe receberá uma numeração, anotada na sua carteira de gestante, através da qual poderá consultar em qualquer unidade de saúde ligada ao SUS em todo o país.
  “Alem de tornar mais humano o atendimento às gestantes, o programa resulta em mais recursos a serem investidos em ações de promoção da saúde da mulher”, pondera o secretário Luiz Augusto Facchini. ‘”Ganham as usuárias, os hospitais e a Secretaria”.
  De acordo com as normas do Ministério, são liberados para o município 10 reais por parto e, ao ser completado todo o ciclo de atendimento, mais 40 reais, além de 40 reais ao hospital. Ainda de acordo com as normas, no primeiro ano 30% das mulheres cadastradas devem concluir todo o processo, pré-natal, parto e puerpério. No segundo ano a fiscalização exige que 50% das gestantes concluíam o programa, aumentando gradativamente, ano a ano, até atingir 100 % das cadastradas.
  Para aumentar a adesão de gestantes ao programa, a Secretaria Municipal de Saúde e Bem Estar vem mantendo reuniões com os hospitais, buscando parcerias e alertando sobre a importância da realização de todas as etapas do programa, e com as equipes das unidades sanitárias numa educação continuada.
  É expectativa do secretário que a adesão a este programa cresça neste segundo semestre, já que vem obtendo boa aceitação pelos gestores. Pelo programa, que busca concentrar esforços, no sentido de reduzir as altas taxas de morbi-mortalidade maternal e perinatal, são unidades de referência de alto risco para parto a Beneficência Portuguesa, Hospital São Francisco de Paula e Hospital da FAU.

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