Procon alerta sobre as armadilhas do crédito fácil

Por Divulgação 21-07-2011 | 00:00:00
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O fato de o consumidor ter crédito na praça não significa que possa pagar as mensalidades em dia. A advertência, reiterada pelo Serviço de Educação ao Consumidor do Procon de Pelotas – ligado à Procuradoria Geral do Município (PGM) –, deve-se à facilidade com que financeiras e bancos oferecem cartões e empréstimos a consumidores com rendimentos desproporcionais ou, seja, bem menores. O maior ganho destes fornecedores está exatamente nos juros e nos encargos dos “financiamentos”, que acabam sendo uma “bola de neve” para o cliente que não consegue quitá-los de uma só vez. Chefe do departamento do órgão, Nóris Fonseca Finger sugere que, ao receber o cartão de crédito em casa, enviado pelo banco, o correntista avalie primeiro se realmente será necessário usá-lo. Depois, deve-se comparar o limite oferecido com a remuneração mensal a fim de antever uma eventual inadimplência por incapacidade de pagamento. “Caso perceba que não é preciso e não será possível arcar com os gastos, o melhor é destruir o cartão que a instituição financeira geralmente endereça sem solicitação do consumidor”, recomenda a educadora do Procon, que desaconselha o desbloqueio nessa situação. Quando as condições econômicas da parte mais vulnerável desta relação de consumo – o cliente – são bem menores do que o montante emprestado, fica cada vez mais difícil acabar com a dívida. “Mesmo que o cidadão não faça mais compras com o cartão, os boletos vão continuar chegando, e com preços cada vez mais altos, porque ele sempre vai ter saldo a quitar em razão de efetuar somente os pagamentos mínimos das faturas”, lamenta Nóris. Em outras palavras, deixar a diferença para depois só adia um débito “sem fim”, que cresce cada vez mais com a cobrança adicional de juros e encargos.

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