Na sexta-feira (7) tem evento do Centro Odara e Instituto Rasteira na Fome e no sábado (8) Gahuer Carrasco e convidados em um show de música e dança

Preta no Sul e Tangos e Boleros no Theatro Sete de Abril

Na sexta-feira (7) tem evento do Centro Odara e Instituto Rasteira na Fome e no sábado (8) Gahuer Carrasco e convidados em um show de música e dança

Por Joice Lima 05-08-2026 | 14:17:00
Tags: cultura negra , tangos , sete de abril , boleros , agenda , tem preta no sul , theatro , gahuer carrasco

A agenda do Theatro Sete de Abril desta semana conta com um evento de celebração à ancestralidade negra e um show musical. Às 19h de sexta-feira (7) ocorre o Preta no Sul – Edição Pelotas, em uma realização do Centro Odara e do Instituto Cultural Rasteira na Fome, dois coletivos que transformam seus territórios por meio da arte, da cultura, da educação e dos fazeres negros, e às 20h do sábado (8), o show Tangos e Boleros, de Gahuer Carrasco e convidados, em uma noite de música e dança. 

Com ingressos solidários (1 kg de alimento não perecível), Preta no Sul foi criado com o intuito de fortalecer redes e reafirmar que a produção cultural negra no Sul do Brasil é viva, potente e coletiva. No palco, apresentações que dialogam com a memória, a resistência e a criação:

* Roda de Capoeira

* A Lição Ancestral – musical

* Odara: Fantasia e Realidade – peça teatral

* Corte do Carnaval de Pelotas

* Banda Entre a Cruz e a Espada

A Lição Ancestral

Uma produção da Associação Cultural Rasteira na Fome, “A Lição Ancestral” é um musical de Teatro Épico, de 50 minutos de duração, inspirado nas peças didáticas de Bertold Brecht, que busca desencadear a reflexão sobre a herança colonial e suas consequências no presente: o racismo estrutural e a desigualdade social. A narrativa cênica é conduzida por dois contadores de histórias, o avô e seu neto, que “passam em revista” a história da diáspora africana no Brasil, tendo como fio narrativo 14 canções de Capoeira, cujas letras são reveladoras da Memória Coletiva afro-brasileira. 

O texto é resultado de improvisação dos atores, mesclando cenas de contação de histórias, de teatro gestual, de representação Épica, coreografias de dança e sequências de luta. “O espetáculo busca despertar o interesse do espectador para as ‘outras histórias do Brasil’, aquelas que não estão escritas em livros, mas nas danças, nas lutas e cantos das pessoas. Lá onde o corpo torna-se o refúgio último da identidade de um povo que nunca desiste de lutar.”

Sinopse

Um menino negro chega da escola triste, após sofrer racismo. Seu avô, mestre de Capoeira, busca reforçar sua autoestima, contando a ele sobre a luta dos descendentes dos africanos por liberdade, desde o tempo da colonização até os dias atuais. Assim, passam diante de seus olhos a África anterior à chegada dos europeus, os navios negreiros, o trabalho escravo, o Quilombo de Palmares, Zumbi e Dandara, em cenas entremeadas por músicas de Capoeira, coreografias de danças e lutas africanas e textos de caráter documental e histórico.

Ficha Técnica

Atuação – Adriane Sales, Alexandre Maciel, Davenir Rosário, Fernando Kopp, José Nonata, Mestre Cabeça, Mestre Guto Obofemi, Murillo Silveira, Patrícia Franco, Patrícia Schimitt, Pedro Henrique Martins e Victória Campos

Trilha Sonora – Mestre Cabeça, Alabé Buiú, Yan Rosário

Cenografia e figurino – o grupo

Dramaturgia e Direção – Xico de Assis

Produção – Associação Cultural Rasteira na Fome.

Imagens: Divulgação

Odara – Fantasia e Realidade

Na noite de sexta-feira, o público também acompanhará fragmentos do espetáculo “Odara – Fantasia e Realidade”. A partir da obra da escritora Maria Helena Vargas, e que celebra os 25 anos de trajetória do Centro Odara, a peça sintetiza a potência da cultura negra como caminho de fortalecimento da identidade, da coletividade e do encontro entre gerações. Mais do que uma montagem artística, o espetáculo é fruto da Formação Pedagógica e Cultural Odara, realizada em 2025, sendo construído coletivamente por professores e professoras da rede pública de ensino, estudantes de cursos de licenciatura, fazedores de cultura, artistas e pessoas da comunidade. O processo de formação em educação antirracista, cultura afro-brasileira e patrimônio negro foi traduzido em dança, música, oralidade e percussão.  

Inspirada na ancestralidade, na diáspora africana e na força dos Orixás, a obra percorre memórias, resistências e pertencimentos, mostrando como os saberes ancestrais seguem vivos nos corpos, nos territórios e nas manifestações culturais negras e reafirma a arte como instrumento de educação, memória e transformação social. 

O espetáculo é uma realização do Centro de Ação Social, Cultural e Educacional Odara, com financiamento do Ministério da Cultura.

Ingressos

Os ingressos solidários (1 kg de alimento não perecível é trocado por uma pulseira) serão entregues a partir das 17h30min do dia 7, na bilheteria do Theatro Sete de Abril.

Imagens: Divulagação

Tangos e boleros

O cantor e violonista Gahuer Carrasco apresenta um repertório de tangos, boleros e clássicos internacionais, acompanhado por Possidônio Tavares no bandoneon e saxofone; Thiago Marques na guitarra; Galhardo na bateria; Rafael Vilela no piano e teclados; e Paulo Lima no contrabaixo. O show contará com a participação especial da cantora Stephanie Kauana e dos bailarinos de Buenos Aires, Cláudio Sanabria e Aline Cunha. 

Será um espetáculo envolvente, intenso e emocionante, onde a música, a dança e a poesia se encontram para proporcionar uma experiência única ao público. Também será um momento de celebrar a reabertura do Theatro Sete de Abril, um dos maiores patrimônios culturais da nossa cidade”, diz Carrasco.

Ingressos a R$ 60 (meia entrada R$ 30) podem ser adquiridos na plataforma do Sympla.

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