Prefeitura se reúne com moradores das imediações das obras do PAC
Representantes da Secretaria de Urbanismo ouviram demandas e esclareceram dúvidas a respeito do movimento para construção do CER IV e da Policlínica Regional
Encaminhamentos, demandas ouvidas e dúvidas sanadas. Foi considerado positivo pelo secretário de Urbanismo, Otávio Peres, o resultado da primeira reunião entre representantes da Secretaria e moradores da rua Leito da Via Férrea de Canguçu, contígua ao Parque do Trabalhador (Parque do Sesi). O encontro, que contou com cerca de 30 pessoas, foi realizado na noite de quinta-feira (30) em uma residência na localidade. Além de esclarecer pontos levantados pelos moradores, um pequeno grupo foi designado para servir de contato com a Seurb durante a execução das obras do Centro Especializado em Reabilitação (CER IV) e da Policlínica Regional, financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.
São obras grandes, que vão demandar um movimento expressivo de cargas, além de intervenções que irão qualificar o urbanismo da região, é natural que as pessoas queiram saber como serão impactadas durante o processo e o que vai ficar em termos de melhorias”, disse Peres.
Moradores da rua Leito da Via Férrea para Canguçu, junto ao Parque do Trabalhador, durante encontro na noite de quinta-feira (30) com representantes da Secretaria de Urbanismo (Seurb) para discutir os impactos das obras do CER IV e da Policlínica Regional (Fotos: Roberto Ribeiro/Secom)
Atualmente em chão batido, a rua ganhará calçada, sistema de drenagem, rede de esgoto e duas faixas para o trânsito de veículos, separada por um pequeno canteiro com árvores, cinco metros de alargamento (o muro que divide a via do Parque do Trabalhador será removido) e pavimentação em bloco intertravado. A partir do cruzamento com a Senador Mendonça, onde serão construídos o CER IV e a Policlínica, a via será duplicada até o fim do terreno - também com canteiro central -, com recuo para acesso de ambulâncias e estacionamento entre os dois equipamentos que servirá de porta de entrada para o parque revitalizado do estádio municipal e uma área verde de oito hectares. Todo o processo será acompanhado por um responsável técnico da Seurb. Também foi assegurado que o projeto, cuja planta baixa foi disponibilizada para visualização durante a reunião, não prevê remoção de casas nem realojamento.
“A gente fica feliz com esta visita porque vemos que a Prefeitura está se mexendo, a obra é grande, vai trazer melhorias para nós e o contato está feito”, afirmou o motorista de aplicativo e morador há 46 anos na rua Leito da Via Férrea, Adauto Gonçalves Farias, um dos escolhidos para fazer a interlocução da comunidade com a Prefeitura no decorrer da obra. O pintor Nilton Santos Ribeiro, que mora há 30 anos na via, também considerou a reunião produtiva. “É uma obra maravilhosa, não só para nós, mas para toda a cidade e para a região, inicialmente deve nos trazer problemas, mas também melhorias que há muito tempo esperamos.”
A obra dos dois equipamentos tem duração inicial de um ano. O CER 4 está orçado em R$ 9,8 milhões, enquanto a Policlínica Regional em R$ 19,7 mi. Um outro aporte para a Policlínica, de R$ 13 milhões, está programado para uma segunda etapa, com a obra física já concluída, para garantir mobiliário e equipamentos adequados.
A Policlínica vai oferecer um conjunto de especialistas de várias áreas para usuários do SUS, incidindo diretamente na redução das filas para todo o tipo de atendimento. O CER 4 vai proporcionar a Pelotas o primeiro centro de atendimento próprio para tratamento de portadores de deficiências visuais, auditivas, motoras e intelectuais. Hoje, a estrutura similar mais próxima fica em Bagé, a 194 quilômetros, situação que obriga a Prefeitura a disponibilizar o deslocamento também para os familiares dos pacientes. Além do espaço, o governo federal vai repassar um valor mensal para despesas de custeio do equipamento.