Prefeitura e Defesa Civil debatem efeitos do El Niño

Por Divulgação 18-09-2002 | 00:00:00
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  O fenômeno El Niño deste ano deverá ser de fraco a moderado, tendo maior intensidade à partir do final de novembro até dezembro e diminuindo em janeiro. A previsão é do diretor do Curso de Meteorologia da UFPel, Antônio Andrade Xavier, feita durante encontro promovido pela Prefeitura, que abordou o tema, ontem(18) na Casa dos Conselhos.
  Participaram do evento o prefeito Fernando Marroni, representantes da Defesa Civil, secretários municipais e imprensa. O prefeito Fernando Marroni, manifestou sua preocupação com os atuais niveis do Canal São Gonçalo, que permanecem altos, trazendo riscos a cidade. O professor Xavier fez uma explanação sobre os efeitos do El Niño, traçando um histórico sobre o fenômeno. Segundo ele, em 1982 e 1983, o El Niño foi bastante forte. O mesmo ocorreu nos anos de 1997 e 1998, alterando o clima de praticamente todo o planeta e causando prejuízos a economia e riscos a saúde, através do aparecimento de epidemias.
  Para Xavier, hoje estamos saindo de um período neutro entre o La Niña ( esfriamento das águas) e o El Niño ( aquecimento das águas). Desde junho as águas do Oceano Pacifico estão aquecendo de 1 à 1,5 graus centígrados ao mês. Esta média, diz Xavier, significa que o fenômeno já começou, devendo ser de intensidade fraca a moderada. Mesmo assim a região terá uma quantidade de chuva acima da média nos próximos meses.
  O secretário de Serviços Urbanos, Milton Martins, fez um relato sobre as atividades que foram desenvolvidas pela Prefeitura na contenção das cheias, como a abertura e dragagem de canais, limpeza de galerias, bocas de lobo e construção de diques. Segundo Martins essas medidas garantiram uma certa estabilidade, apesar do Canal São Gonçalo estar com níveis altos há mais de cinco meses. O volume de chuvas em 2001, foi de 1950mm,quando a média é de 1300mm. Em 2002, já choveu mais de 1.500mm.
  O presidente do Sanep, Aires Apolionário, mostrou em um mapa os pontos considerados críticos no município e a localização de cada casa de bombas. Apolinário também falou sobre os investimentos que serão feitos pela autarquia, como a aquisição de novas bombas. Ele ressaltou ainda que está sendo feito um estudo com vistas a solucionar em definitivo os problemas com alagamentos. “ Vamos desenvolver um projeto para que pelo menos durante vinte anos não tenhamos em pauta em nossa cidade o tema dos alagamentos”, afirmou.

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