Prefeitura e CAP pleiteiam guindaste para o porto de Pelotas
Capacitar o porto de Pelotas e viabilizar a operacionalização com contêineres são as intenções que mobilizaram o prefeito Fetter Júnior e o Conselho de Autoridades Portuárias (CAP). Em reunião hoje (16) à tarde, na prefeitura, o presidente do CAP e representante da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Alexandre Cunha; e os conselheiros Irajá Rodrigues, Hélio Carvalho, Antonio Medeiros, Marco de Oliveira e Mário Dutra, solicitaram a intervenção de Fetter para destinar ao porto um guindaste com capacidade para 30 toneladas.
O equipamento estava sob responsabilidade do Terminal de Contêineres (Tecon) de Rio Grande e será devolvido à Superintendência de Portos e Hidrovias do Estado. Conforme o CAP, a solicitação já foi feita ao órgão estadual, mas estariam encontrando resistência para deliberação sob alegação de que a estrutura não teria suporte no atual caís do porto. Outra argumentação é de que apenas o motor do aparato seria utilizado na capital.
O empresário membro do Conselho e ex-prefeito de Pelotas, Irajá Rodrigues, ressaltou que esta será a segunda vez que Pelotas pode perder uma estrutura semelhante. “Há cerca de dez anos, dois guindastes foram enviados pela Docas de Santos ao Rio Grande do Sul: um de 36 toneladas e outro de 15, o primeiro viria para cá, mas estranhamente foi destinado a Porto Alegre, sendo operado por empresa privada, e agora não podemos perder esta nova oportunidade”, detalhou, salientando que também houve compromisso do atual administrador do porto de Rio Grande, Sinésio Cerqueira, em disponibilizar o equipamento a Pelotas.
O prefeito Fetter Júnior prontamente se somou ao pleito enviando ofício à governadora Yeda Crusius e ao secretário de Infra-estrutura e Logística, Daniel Andrade. “É inaceitável que o porto de Pelotas seja impedido de se qualificar e operar contêineres, pela segunda vez. Toda ação que seja para incrementar a economia estamos prontos a colaborar. Agora vamos aguardar os desdobramentos destes contatos”, disse Fetter.
Por telefone, o diretor da Superintendência de Portos e Hidrovias do Estado, Roberto Falcão, que participa de encontro junto com o Secretário em São Paulo informou que a estrutura estaria sucateada e o custo para reforma não compensaria já que a utilização de contêineres é pequena na cidade, mas se comprometeu a se reunir com lideranças e com o CAP para ampliar o assunto. A ponderação do diretor foi contestada pelo empresário Rodrigues, alegando que sua empresa utiliza o transporte por meio de caminhões.
O porto de Pelotas movimenta cerca de 350 mil toneladas ao ano com carga e descarga a granel de pedra-calcário e fertilizantes. O novo guindaste ampliaria esta movimentação diversificando também os produtos transportados.