Prefeitura busca reduzir mortalidade infantil

Por Divulgação 07-08-2002 | 00:00:00
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  Buscando detectar as causas e propor soluções para diminuir o índice de mortalidade infantil no município, a Prefeitura está finalizando a estrutura para implantação do Programa de Vigilância de Recém Nascidos de Risco, promovendo o acompanhamento epidemiológico daquelas crianças, de zero a um ano de idade, que se enquadrem no perfil de risco para morbi -mortalidade.
  De acordo com dados do censo, no ano passado nasceram 5.079 pelotenses, sendo que o índice de mortalidade infantil registrou 20,3 óbitos para cada mil nascidos vivos. Deste total, 9,8 ocorreram até os 7 dias de vida; 2,9 entre 8 e 29 dias e 7,6 com 30 dias ou mais. O Coeficiente de Mortalidade Infantil, considerado um dos mais sensíveis indicadores de saúde, é calculado dividindo-se o número de óbitos de crianças menores de um ano de idade pelo total de nascidos vivos.
  É expectativa do secretário municipal de Saúde e Bem Estar, Luiz Augusto Facchini, que, com o andamento do programa, seja acelerada a queda destes indicadores, que aqui se concentram nos primeiros dias de vida dos recém nascidos, com período de maior risco na primeira semana. Conforme demonstram os indicadores, no primeiro mês de vida ocorre praticamente o dobro das mortes por fatores de risco, totalizando 12,7/1000NV, o que exige um acompanhamento especial neste período.
  Programado para iniciar até o final deste mês, o programa atingirá todos os recém nascidos em Pelotas, através de clínicas particulares, convênios e SUS, onde uma equipe de profissionais atuará nas maternidades identificando os fatores de risco. São fatores de risco o peso abaixo de 2,5Kg, prematuridade, gestação múltipla, mal-formação congênita, pré-natal com menos de seis consultas, idade materna abaixo de 18 anos e vulnerabilidade sócio-econômica.
  Após o diagnóstico, as crianças são encaminhadas aos profissionais responsáveis e os pacientes do Sistema Único de Saúde para as unidades sanitárias, já com a primeira consulta agendada, passando a integrar o Programa de Puericultura da Prefeitura com consultas mensais obrigatórias.
  Como o programa se propõe a qualificar a vida destas crianças, diminuindo o índice de doenças e conseqüente número de mortes, caso algum bebê de alto risco não compareça ás consultas, a Secretaria realiza visita domiciliar, buscando a sua reintegração na vigilância epidemiológica. Igualmente, todas as internações de crianças ,com menos de um ano de idade, serão comunicadas à Secretaria, passando a integrar o Programa de Vigilância de Recém Nascidos de Alto Risco.

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