Prefeitura busca habitações de interesse social

Por Divulgação 24-05-2002 | 00:00:00
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  Buscando a produção de loteamentos e habitações de interesse social, a Secretaria Municipal de Habitação e Cooperativismo realizou na noite de ontem(23) o III Fórum Municipal de Habitação, tendo como palestrante o professor Juan Luis Mascaró, de larga experiência no estudo e aplicação de tecnologias adequadas à realidade dos assentamentos populares, no Brasil e na Argentina, com custos mais acessíveis, sem a perda da qualidade.
  O encontro, que é preparatório à Conferência Municipal de Habitação a ser realizada no final do ano, reuniu representantes do Sinduscon, da Upacab, das universidades, do Comitê Municipal de Regularização Fundiária, do movimento sindical e interessados em tecnologias alternativas para a infra-estrutura habitacional de baixo custo.
  Juan Mascaró, doutor em pesquisa operacional e coordenador do curso de pós-graduação em Urbanismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, abordou os temas: alternativas tecnológicas para as redes de infra-estrutura, ferramentas e materiais alternativos; sistema viário, pavimentação e drenagens pluviais; sistema sanitário: captação, reserva e eliminação de água para uso doméstico e sistema energético: produção e transmissão de energia elétrica e gás.
  Detalhou, igualmente, o coletor solar de baixo custo, destinado à população de baixo poder aquisitivo, que é resultante das pesquisas do professor e engenheiro sobre problemas energéticos urbanos e da edificação, escolhido no concurso sobre as melhores idéias inovadoras a nível nacional que contribuem para amenizar a grave crise energética atual, favorecendo a economia e preservação do meio ambiente.
  “A construção de novos espaços de moradia passa pela mobilização da sociedade civil, pelo envolvimento da população, e a mudança de comportamento é tão importante quanto promover habitação”, defende o secretário Paulo Oppa Ribeiro, ao citar que, entre seus compromissos, a Semah visa contribuir para a organização popular através do cooperativismo habitacional, com qualidade de vida e gerando o desenvolvimento econômico e social.
  De acordo com estimativas, o déficit habitacional do município está entre 15 e 20 mil moradias, sendo que 1.500 famílias ocupam áreas de risco. Para identificar o número exato, o secretário encomendou uma pesquisa, já aplicada, que deverá estar finalizada nos primeiros dias de junho, auxiliando também na elaboração das ações públicas nos processos habitacionais. Entre elas estão a busca de recursos para aquisição de áreas para novos loteamentos , para implantação de infra-estrutura e de serviços comunitários, e elaboração de projetos específicos de geração de renda para as famílias.
  Com três condomínios já em construção, através do Programa de Arrendamento Residencial, em parceria com a Caixa Econômica Federal e Sinduscon, a Prefeitura já está elaborando mais sete projetos. “Os 480 apartamentos dos três primeiros loteamentos somados aos novos ultrapassarão a nossa estimativa, que era de mil moradias nesta primeira etapa do programa”, calcula Oppa Ribeiro.

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