Além da entrega de telhas e lonas, há espaço para atendimento imediato de até 110 pessoas. Chuva chegou a 111,4 milímetros ao meio-dia desta segunda-feira (17)

Prefeitura atua e monitora situação das chuvas no município

Além da entrega de telhas e lonas, há espaço para atendimento imediato de até 110 pessoas. Chuva chegou a 111,4 milímetros ao meio-dia desta segunda-feira (17)

Por Roberto Ribeiro 17-08-2026 | 14:20:00
Tags: Chuvas

A Prefeitura está com todos os serviços disponíveis diante do alto índice de chuva que atinge o município desde a madrugada de domingo (16). Ao meio-dia desta segunda-feira (17) já haviam sido registrados, segundo dados do Sanep e da Defesa Civil estadual, 111,4 milímetros de precipitação, além de rajadas de 62 quilômetros por hora. Por volta das 4h desta segunda, a cidade sofreu com um temporal de granizo. Não há registro de desalojados ou desabrigados. 

A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil coordena serviços de monitoramento e deve finalizar ao longo do dia a entrega de quatro quilômetros de lona e da segunda carga de duas mil telhas compradas no varejo local. Ao mesmo tempo, a Secretaria de Assistência Social (SAS) já dispõe de 110 vagas em abrigos temporários para atendimento imediato, se necessário. 

Na área da drenagem urbana, tanto o Sanep como a Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (Ssui) mobilizam equipes para dar continuidade à limpeza e desobstrução de canais de macrodrenagem, canais coletores e valetas. Todas as casas de bomba estão em funcionamento, com direito à força-tarefa para limpeza das grades de contenção dessas estruturas, cujo serviço fica comprometido diante da quantidade de resíduos que chegam via descarte incorreto por parte da população. 

Ao mesmo tempo, duas bombas flutuantes, com capacidade de vazão, cada, de 900 litros por segundo, estão de prontidão para serem instaladas em caso de necessidade. Nesta manhã, apesar do elevado índice pluviométrico em Pelotas e região, o canal São Gonçalo apresentava tendência de baixa. A água do manancial flui por gravidade (escoamento natural e em grande quantidade) e nas demais áreas monitoradas pelos funcionários da autarquia, como na casa de bombas Leste e na vila Farroupilha, no bairro Fragata, a situação também é considerada sob controle. Paralelamente, o Departamento de Drenagem Urbana da Ssui dá continuidade à operação de desobstrução de dois importantes canais coletores na zona Norte. 

Há mais de três semanas que não encontramos uma brecha para patrolar o caminho do ônibus, o tempo não ajuda, é um serviço que exige pavimento seco, são inúmeros os transtornos provocados pelo excesso de chuva que castiga o município, mas até agora, depois de mais de 110 milímetros em pouco mais de 24 horas, não temos nenhuma família desabrigada e os alagamentos são pontuais - em março do ano passado foram necessários apenas 40 milímetros para transbordar o canal de macrodrenagem da avenida Bento Gonçalves”, avaliou o prefeito Fernando Marroni na manhã desta segunda-feira no Paço Municipal - durante reunião com o secretariado que compõe a Sala de Situação. 

Nesta tarde, o chefe do Executivo vai percorrer as áreas mais afetadas e acompanhar os serviços da Prefeitura junto ao sistema de drenagem. 

Zona Rural

O titular da Defesa Civil, Milton Martins, concorda que até agora a cidade responde bem ao acúmulo de precipitação. Ele atribui a situação ao serviço regular de limpeza e drenagem executado por Sanep e Ssui, além da fiscalização rigorosa de projetos submetidos à equipe técnica da Secretaria de Urbanismo (Seurb), quanto a exigência de obras de drenagem em toda intervenção na zona urbana. No entanto, Miltinho alerta para casos que demandam maior atenção da Prefeitura neste momento em loteamentos como Sítio Floresta, Sanga Funda, Vila Princesa e em áreas específicas do Lindóia, todas na zona Norte, e na região das Paineiras, no Fragata, zona Oeste. 

Além disso, o secretário cita dois mananciais que demandam monitoramento constante: canal São Gonçalo e arroio Pelotas. O primeiro pela contribuição da lagoa Mirim nos próximos dias devido ao grande volume de chuva na região Norte e Nordeste do Uruguai, bem como do extremo Sul, em municípios como Chuí, Santa Vitória do Palmar e Jaguarão. O segundo, também pelo alto índice pluviométrico registrado na Serra dos Tapes, especialmente do município de Canguçu. “Choveu mais lá que aqui”, afirma. Por esse motivo, a região sofre com cheias em vários arroios e a condição da malha viária (1.2 mil quilômetros no total) está ainda mais comprometida devido à impossibilidade de manutenção com a ausência seguida de dias secos. Nesta segunda-feira, diante da dificuldade de mobilidade, a Prefeitura determinou o fechamento de todas as UBSs na região. As administrações dos distritos se dedicam nesta segunda-feira a um levantamento dos estragos provocados pelo mau tempo desde a madrugada de domingo.

Foto: Matheus Cabistany
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