Suspeitas de casos da micose zoonótica devem ser notificadas ao Controle de Zoonoses do município

Prefeitura alerta para cuidados preventivos para esporotricose

Suspeitas de casos da micose zoonótica devem ser notificadas ao Controle de Zoonoses do município

Por Andrine Teixeira Garcia 17-03-2026 | 09:30:18
Tags: Esporotricose , Cuidados , Orientações

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria de Saúde (SMS) reforça algumas orientações para a prevenção da contaminação de esporotricose entre humanos e gatos. A ação visa reduzir o número de transmissões e garantir a segurança e bem-estar tanto animal quanto humano. 

A esporotricose trata-se de uma micose zoonótica contagiosa causada pelo fungo Sporothrix spp, presente no solo e vegetais. A transmissão ocorre majoritariamente por meio de arranhões ou mordidas de gatos infectados, além do contato com material contaminado, com os sintomas sendo identificados a partir de feridas na pele.

Evitar o acesso do animal na rua é um ponto crucial para garantir que não haja a transmissão do fungo. Uma das épocas de maior disseminação da doença é durante o período de reprodução dos felinos, no qual muitos dos animais acabam brigando nas ruas e contaminando-se, então a castração precoce de gatos, enquanto filhotes, acaba sendo uma das formas de prevenção.

Sempre que o felino tiver alguma lesão na pele, é importante que se faça o exame laboratorial, e isso pode ser feito através do contato com o centro de zoonoses para que as equipes possam coletar as amostras para testes e garantir que o animal continue saudável. A partir disso, é agendada uma visita domiciliar para que seja feita a investigação do caso e que sejam dadas orientações acerca de como manusear o gato. O contato com a Zoonose para maiores informações e notificações de casos deve ser feito através do WhatsApp (53) 9964-7827. 

Em caso de suspeitas de esporotricose, deve-se isolar o animal possivelmente contaminado, restringir o contato para apenas um tutor. Nessa situação, caso o realmente haja a infecção, há o risco de uma reação agressiva do gato diante da dor, podendo gerar um arranhão ou mordida no ser humano que faz a manipulação, ocasionando a contaminação do tutor também. 

A lesão inicial de esporotricose em humanos é semelhante a uma picada de inseto ou espinha, apresentando-se normalmente nas mãos e antebraços. Já em gatos, a doença apresenta uma gravidade maior, comprometendo a pele do animal através de lesões e prejudicando o sistema respiratório.

Imagem de capa - Divulgação/SMS
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