Pelotas dá início à campanha de ativismo pelo fim da violência contra a mulher
Até 10 de dezembro, uma série de atividades descentralizadas será realizada na cidade, a fim de sensibilizar, conscientizar e compartilhar conhecimento sobre a temática
Um basta à violência contra a mulher. É o que pede a campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” – uma mobilização global que, em Pelotas, também foi acolhida pela Prefeitura, órgãos da rede de proteção e movimentos sociais que lutam pelos direitos das mulheres. No Brasil, as atividades acontecem por 21 dias, considerando o seu início em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, e o fim em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.
No âmbito do Município, é a Coordenadoria de Políticas Públicas para a Mulher que encabeça a campanha. O órgão, criado há dois anos, trabalha visando à qualificação das políticas públicas voltadas ao público feminino e promovendo ações de conscientização e orientação. A coordenadora da unidade, Rosélli Ortiz, afirma que a mobilização na cidade ocorrerá de forma descentralizada, junto a escolas, comunidades e centros populares, objetivando alcançar um maior número de pessoas. Rodas de conversa são destaques na programação.
Campanha começou nesta quarta, com o evento 'Empoderamento étnico-racial de meninas negras através do cabelo’, no Dunas - Foto: Igor Sobral
Precisamos envolver toda a sociedade neste debate e chamar a atenção para os fatores que naturalizam a agressão contra meninas e mulheres. Unimos forças com os instrumentos que trabalham em prol das mulheres para aumentar a conscientização e intensificar a prevenção da violência”, acrescenta Rosélli, destacando as demais atividades realizadas, durante todo o ano, neste sentido.
A coordenadora menciona a rede de proteção existente em Pelotas para tal, que conta com a atuação da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Juizado Especial da Violência Doméstica, Patrulha Maria da Penha, Centro de Referência de Atendimento à Mulher, movimentos sociais, entre outras entidades. “A campanha sinaliza um pedido de paz; um pedido de não violência”, finalizou.
Nesta quarta-feira (20), primeiro dia de ações, o Grupo Autônomo de Mulheres de Pelotas (Gamp) promoveu o evento ‘Empoderamento étnico-racial de meninas negras através do cabelo’, em escola do Dunas, voltado a estudantes do educandário. À tarde, também ocorreu a ‘Marcha da Dona Shirley Amaro’, uma reverência à Mestra Griô.
Centro de Referência abraça e apoia mulheres vítimas de violência
Campanha
Os 16 dias de ativismo começaram em 1991, quando mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres, iniciaram uma campanha com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo. Atualmente, cerca de 150 países participam da campanha.