Passagem de ônibus passa para R$ 1,05 após dois anos sem reajuste
  O prefeito Fernando Marroni anunciou ontem(22) durante entrevista coletiva, o novo valor das passagens para o transporte coletivo urbano no município que será de R$ 1,05 a partir da zero hora de domingo(24). Segundo ele, o último reajuste havia sido em dezembro de 2000, quando a tarifa passou para os atuais R$ 0,90. De lá para cá o reajuste do IGPM (índice de cálculo utilizado pelo poder público) foi de 28,57%.   O prefeito ressalta que a alteração no valor da passagem não se deve a nenhum componente político. O pedido de reajuste já havia sido protocolado pelas Empresas de Transporte Coletivo em 2001 e na ocasião a Prefeitura comprovou que o valor da tarifa não necessitava de reajuste. Um novo pedido foi protocolado em setembro deste ano, com o valor de R$ 1,13 para a tarifa. “A diferença entre o cálculo técnico da tarifa feito pela Prefeitura e o do sindicato apontaram algumas inconsistência”, disse Marroni.   Entre estas diferenças estão a renovação da frota, que na planilha apresentada pelas empresas apontam para a utilização de 20 veículos zero quilometro, e nos registros da SMTT figuram apenas sete. Com relação aos insumos, os dados das Empresas apontam os custos em pneus a preços de varejo, enquanto deveria ser no atacado o que diminui as despesas neste ítem. O outro dado que não conferiu com os levantados pelos técnicos da Prefeitura foi com relação ao índice de utilização de motorista e cobrador por ônibus.   Os cálculos técnicos, disse Marroni, apontaram para uma tarifa de R$ 1,05 , o que dá em torno de 16,66% de reajuste na tarifa em dois anos, contra uma inflação de 28,18%. A passagem de ônibus em Pelotas não era reajustada havia dois anos. Porém em 2000, houve dois reajustes da tarifa, um em agosto, que alterou de R$ 0,70 para R$ 0,80, outro em dezembro, aumentando para os atuais R$ 0,90. “De lá para cá ítens como o reajuste dos combustíveis e o dissídio da categoria, aliados à inflação obrigaram a revisão da tarifa”.   Quanto ao reajuste tarifário na zona rural o prefeito salienta que a Prefeitura ainda não dispõe de dados técnicos para chegar a um valor. “Vamos nos reunir e fazer um estudo detalhado das tarifas praticadas para vermos como poderá ser feito o reajuste já que não está regrado em lei e não existe vinculação na nossa opinião”, enfatizou. O vice-prefeito Mário Filho ressaltou o compromisso do Executivo com um serviço de qualidade, segundo ela cabe à Prefeitura fazer os estudos técnicos e atentar para manutenção de bons serviços “A relação dos empresários do transporte coletivo com seus empregados e questões como greves e reajustes salariais não é de nossa competência”, finalizou.