Paralisação dos ônibus afeta atendimento em algumas Unidades Básicas de Saúde
Categoria segue paralisada nesta sexta-feira (31). Consórcio entrou com uma declaração de ilegalidade da paralisação no Tribunal Regional do Trabalho.
A Prefeitura de Pelotas continua acompanhando a paralisação dos trabalhadores do transporte coletivo. Os ônibus urbanos não circularam nesta sexta-feira (31), enquanto o transporte rural funcionou normalmente. A decisão impactou no funcionamento de algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município (leia abaixo).
Segundo a Secretaria de Transporte e Trânsito (STT), o Executivo não pode interferir na questão trabalhista entre o Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas (CTCP) e seus funcionários.
Os únicos valores que entram na planilha de cálculo do custo da passagem de ônibus urbano é o valor do salário dos motoristas e cobradores. Questões relativas ao modo de pagamento, dias de trabalho e folgas devem ser resolvidas entre o Consórcio e os trabalhadores, mas estamos acompanhando a situação”, diz o secretário de Transporte e Trânsito, Flávio Al Alam.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Pelotas, Claudiomiro Amaral, informa que os funcionários estão na frente das empresas, uniformizados e aguardando que o Consórcio garanta o pagamento do dia 31, nos meses com essa data. Se não ocorrer nenhuma mudança, a expectativa é que a paralisação encerre à meia-noite.
O secretário-executivo do CTCP, Enoc Guimarães, informou que o Consórcio entrou com uma declaração de ilegalidade da greve no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), e espera uma resposta ainda nesta sexta.
Unidades de Saúde
Algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) não puderam funcionar nesta sexta, por conta da paralisação do transporte coletivo, pois muitos funcionários dependem dos ônibus para chegar até as unidades. Foram afetadas as UBSs Arco-Íris, Areal 1, Obelisco, Pam Fragata, Sansca, Jardim de Allah, Santa Terezinha, Vila Princesa, Caic Pestano, UBS Presídio, Salgado Filho e Sanga Funda.