Ocupação Paulo Zanotta da Cruz em processo de regularização
Até o final desta semana, as 29 famílias da chamada Ocupação Paulo Zanotta da Cruz, no bairro Fragata, já terão o fornecimento de energia elétrica em suas residências. A antecipação das obras de regularização fundiária desta área, deliberadas pelos moradores através do Orçamento Participativo 2002, é resultante de ação conjunta da Prefeitura de Pelotas e Governo do Estado, através da CEEE. Ontem(2), o secretário municipal de Habitação e Cooperativismo, Paulo Oppa Ribeiro, esteve acompanhando a execução dos trabalhos de instalação da rede de energia elétrica, feitos em parceria pela CEEE e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural. No total o projeto elétrico custará 13 mil reais, com a colocação de 8 postes, transformador de 30KVA, luminárias e 180 metros de alta e baixa tensão. Para abastecer o local, o Sanep está concluindo a colocação de rede de água, em substituição a bica que supria as 29 famílias daquela ocupação. Concluída a implantação das rede de energia e de água, a Secretaria de Serviços Urbanos iniciará os serviços de pavimentação, com recuperação da rua e colocação de saibro. Os projetos arquitetônico e urbanístico já estão aprovados pela Seurb. A área ocupada pelas famílias, há cinco anos, foi cedida pelo Estado para que a Prefeitura possibilite o assentamento definitivo dos moradores. As cinco famílias ocupantes de área verde na travessa receberão fornecimento de energia até que seja encontrada área para assentamento definitivo, a ser realizado de comum acordo entre moradores e Prefeitura. Para dar seguimento ao processo de regularização da Zanotta da Cruz, a Secretaria de Habitação está encaminhando o cadastramento das famílias, de acordo com a Lei de Posseiros. Na próxima semana, os moradores deverão apresentar na Secretaria, na rua Félix da Cunha, 620, cópias de CPF, carteira de identidade, certidão de filhos menores de 18 anos e certidão negativa do 1º e 2º registro de imóveis. A moradora Ivair Moraes de Oliveira, três filhos, comenta que, além da segurança, a chegada da iluminação pública representa conforto. “Cercada por casas com luz, me sinto como moradora da colônia, tendo que usar lampião e velas, colocando meus filhos em perigo”, diz. “Parece um sonho. No natal também terei luz e não vou precisar mais ficar olhando, no escuro e de longe, a iluminação, com lâmpadas coloridas, das casas vizinhas”, comemora Ivair.