Norma técnica sobre a raiva é divulgada
A Vigilância em Saúde, através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), está realizando campanha de vacinação contra a raiva na cidade de Pelotas. A estimativa é que em 10 dias, cerca de 1.500 cães e gatos sejam vacinados. Acompanhe a norma na íntegra e busque imunizar seu animal de estimação. NORMA TÉCNICA A raiva é uma doença viral que causa uma encefalite aguda, e é classificada como uma Zoonoses, doença naturalmente transmitida por animais ao homem e vice-versa, que tem transmissão direta. Costuma dar-se pela penetração do vírus contido na saliva dos animais infectados, principalmente, pela mordedura, e, mais raramente, pela lambedura de mucosas e arranhaduras. Em meio urbano a doença não era registrada em animais domésticos há mais de 20 anos, ocorreu um caso de raiva felina no município vizinho do Capão do Leão. Em humanos, não há casos confirmados desde 1981. A Vigilância em Saúde, através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em seus envios mensais de amostras ao Laboratório de referência Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor obteve como resposta positiva à presença do vírus rábico em dois morcegos, sendo que em um dos casos com agressão humana. Depois de mordido por outro animal raivoso, o animal pode levar algumas semanas para desenvolver a doença, mas após o aparecimento dos sintomas a evolução é rápida, variando de 1 a 11 dias, onde o animal morre por convulsões e paralisia. Na raiva, o período de incubação, tempo que leva da mordida até o aparecimento dos sintomas, varia de 1 a 3 meses, podendo se estender por vários anos. Os sintomas da doença aparecem quando o vírus atinge o cérebro ou a medula espinhal. Entre os sinais de raiva em cachorros e gatos incluem-se: • Mudança brusca de comportamento (inquietação, andar sem rumo, agressividade); • Cães e gatos ficam como se estivessem mordendo o ar; • Cães doentes, o latido torna-se diferente parece um uivo; • Salivação abundante; • Dificuldade para engolir; • Mudança nos hábitos alimentares; • Paralisia das patas traseiras. Em caso de agressão, siga as seguintes recomendações: - Lave imediatamente o ferimento com água corrente e sabão; - Procure atendimento médico imediato no Centro de Especialidades de Pelotas (Rua Voluntários da Pátria, 1428), para ser examinado; - O médico irá avaliar o risco que o animal agressor apresenta, local e tipo de lesão causada, e se é necessário fazer o tratamento anti-rábico no paciente. - Caso o médico prescreva Profilaxia anti-rábica completa (soro e vacina), o soro deverá ser feito em hospital de referência da região. No município de Pelotas a referência para aplicação do soro anti-rábico é o Pronto Socorro; - Ao receber vacina anti-rábica não abandone o tratamento; OBSERVAÇÃO: Se uma pessoa é mordida ou arranhada por um cão ou gato que não esteja vacinado, ou de origem desconhecida (cão ou gato de rua), esse animal deve ser capturado e permanecer em observação por 10 dias. Porém, se o animal morrer (mesmo sem ter apresentado sinais da doença), desaparecer ou não puder ser capturado para cumprir o período de observação, a pessoa deve dirigir-se imediatamente ao Centro de Especialidades para receber o tratamento contra a raiva. Atualmente, em Pelotas, estão sendo realizados dois bloqueios vacinais, num raio de 300 metros do local onde se encontram as colônias de morcegos, e a expectativa é vacinar 1.500 animais de companhia (cães e gatos), trabalho este que deve ter a duração de 10 dias. O CCZ recomenda a vacinação anti-rábica de cães e gatos, lembrando que a vacina produz imunidade anual. IMPORTANTE: Animais vacinados a mais de 90 dias devem ser revacinados.