Museu da Baronesa abre torreão e prepara novidades para este mês
   O Museu da Baronesa está cheio de novidades. Tendo encerrado a exposição "Foi no Carnaval que Passou" com um registro de público de mais de 1500 pessoas, a organização do Museu já programa nova exposição e abre, neste sábado, o pavimento intermediário da casa da Baronesa Dona Amélia Maciel para visitação.    Como parte da programação de reestruturação do Museu da Baronesa, o torreão do casarão da Baronesa será aberto em uma mostra inédita, quando serão expostos desde as roupas de uso íntimo da família do Barão Antunes Maciel até as máquinas de costura e ferros de passar usados no tempo em que as dependências eram a rouparia da casa.    A residência, que já foi habitada por três gerações da família nobre, já teve sua estrutura e uso modificados algumas vezes. O exemplo do torreão – piso intermediário, entre o primeiro e o segundo pavimento – diz a responsável pelo museu, Carla Gastaud: "No período da Baronesa, este espaço abrigou os livros de Amélia, mas o torreão já deu lugar a uma sala de costura e rouparia e até serviu de dormitório". Com a entrada do espiritismo no Brasil, no século XIX, a Baronesa mantinha uma biblioteca kardecista, o que denotava a fé desta carioca de descendência inglesa que era tida, mesmo pela criadagem e escravos, como Sinhá Amelinha, por sua bondade e coerência. O Barão Aníbal Antunes Maciel, que deixou sua esposa viúva antes dos 50 anos, foi agraciado com o título de Barão dos Três Serros, em decreto do Imperador Dom Pedro II, por conceder alforria a seus escravos quatro anos antes da Lei Áurea, da qual não pode saber, pois era recém falecido.    HISTÓRIA DA FARMÁCIA – incluída na programação de comemoração do mês dos museus (maio), "Farmácia: as origens, a cidade, a Santa Casa" é a nova grande exposição do Museu da Baronesa. Juntamente com a mostra pronta do Museu da Sta. Casa de Porto Alegre serão agregados materiais de Pelotas. O acervo conta com fotos, textos, objetos, livros e peças raras de uso de farmacêuticos e médicos do século XIX e XX. No intuito de resgatar a história da produção e manipulação de medicamentos dos dois últimos séculos, a exposição estará aberta, no Salão Dona Sinhá, de 19 de abril até 19 de maio, sempre com o acompanhamento de guias, estudantes do curso de História bolsistas do Museu da Baronesa. O Museu fica aberto de terça à sábado, das 13 às 18h e aos domingos, das 10 às 18h (a partir das 9h30, no Parque da Baronesa, tem prática gratuita de Tai Chi Chuan, e, a partir do dia 28 de abril, terá início a edição de 2002 do projeto Domingo no Parque).