Interações Urbanas provocam curiosidade

Por Divulgação 24-10-2006 | 00:00:00
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Olhos atentos, curiosidade, surpresa, perplexidade. Esta foi a reação das pessoas que passavam pelo calçadão da rua 15 de Novembro, hoje (24) à tarde, no momento em que a artista plástica Renata Padovan mostrava seu trabalho para a imprensa.

Apesar do projeto Interações Urbanas – Intervenções artísticas no entorno da Praça Coronel Pedro Osório ser inaugurado somente nesta quarta-feira (25), Renata pode perceber como será a reação do público pelotense em relação a seu trabalho, que apresenta em vídeo o deslocamento de imagens que compõem o cenário da praça. Ao passar pelo local, Ronaldo Oliveira, 60 anos, morador nato de Pelotas garantiu ao ver as imagens que não sabia do que se tratava. Aliás, para ele não eram imagens locais. Da mesma forma Paulo Alves, 64 anos, também pelotense, ao olhar desconheceu as imagens. “Deve ser da França ou Japão,” exclamou.

Artistas do Grupo BijaRi, Maurício Brandão e Frederico Ming, também estão na expectativa da reação do público. A proposta dos artistas, no trabalho Ocupação, é justamente o que o próprio nome reafirma ocupar um espaço, uma estrutura vazia, sem conotação histórica, como o prédio localizado no entorno da Praça que busca dialogar com a cidade.

Laura Vinci buscou elementos que fazem parte da estrutura da cidade para remeter sua instalação a festas populares. Três prédios históricos do centro do município, de escalas consideráveis, como o Theatro Sete de Abril, Biblioteca Pública Pelotense e o Grande Hotel, ficarão iluminados por 230 lâmpadas de 150 watts. Na expectativa da artista, “a iluminação podei provocar reações diversas nos pelotenses.”.

Pensando na arquitetura antiga do prédio do Mercado Central, o artista pelotense Daniel Acosta escolheu o Largo Edmar Fetter para instalar sua arquitetura portátil. Um módulo de 3,10 X 2,10, vazado será montado com a proposta de interação. A obra faz parte de um trabalho de pesquisa desenvolvido pelo artista.

Já Elaine Tedesco utiliza-se de imóveis que revelam estado de abandono, como suporte para projeções de outras imagens, manifestando o mesmo teor. A guarita – signo de preocupação com a segurança e, ao mesmo tempo, abrigo para seguranças e sentinelas – é instalada em frente ao imóvel escolhido e dentro dela, no nível dos transeuntes, é colocado um projetor de slides. O passante, ao atravessar o facho de luz emitido pelo projetor, terá essas imagens estampadas em seu corpo e sua sombra será lançada sobre o imóvel. As edificações selecionadas por Elaine Tedesco foram: o Casarão 6, a Casa da Banha e uma casinhola, localizada no centro da Praça Coronel Pedro Osório.

Para a curadora do projeto Interações Urbanas, Solange Lisboa, a expectativa é grande. “Estou gostando da movimentação, mas ao longo do tempo é que poderemos verificar como serão recebidos os trabalhos”.

O projeto Interações Urbanas é um evento realizado pela FAU (Fundação de Apoio Universitário) com patrocínio do Programa Monumenta e em parceria com a Universidade Federal de Pelotas e Prefeitura Municipal de Pelotas, coordenado por Lauer Alves Nunes dos Santos e Luciana Dias da Costa Vianna. O evento se estende até o dia 25 de novembro.

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