Guia do Sistema Municipal de Coleta Seletiva é lançado

Por Divulgação 27-09-2002 | 00:00:00
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  “A situação do lixo no mundo está insustentável. As cidades devem assumir um compromisso de sustentabilidade”, falou o prefeito Fernando Marroni ontem (27) no lançamento do Guia Municipal de Coleta Seletiva, produzido pela Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA). O Guia foi lançado em papel e em CD Rom, com imagens e detalhes sobre os projetos integrantes do sistema no município: Adote Uma Escola, Coleta Solidária, Lixeiras Ecológicas para Pedestres e Coleta contentorizada de resíduos.
  O Guia em papel é gratuito e pode ser retirado na própria secretaria (Almirante Barroso nº 2069 – 3º andar) ou nos eventos promovidos pela SQA.
  A administração municipal, até o ano 2000, tratava a coleta de resíduos sólidos da maneira tradicional, e sem lançar políticas no sentido da redução, reutilização e reciclagem. No ano de 2001, foi implantado o Sistema Municipal de Coleta Seletiva em Pelotas. O sistema consta de quatro projetos voltados para a educação ambiental, a mudança de hábito da comunidade pelotense e uma mudança na qualidade da coleta do lixo. A coleta não só passaria a ser seletiva como traria a cidadãos desempregados uma forma de renda para o sustento de suas famílias.
  Por ocasião do lançamento, o secretário destacou que este um momento importante para a história do município, visto que é mais uma demonstração do compromisso assumido pela administração no gerenciamento de resíduos. A idéia de cada um dos quatro projetos do Sistema Municipal de Coleta Seletiva é conscientizar a sociedade para a responsabilidade de cada um na produção de resíduos sólidos, além de atuar efetivamente como política permanente de educação para a redução destes resíduos e também para reutilização e reciclagem.
  COLETA SOLIDÁRIA – Pioneiro dentre os projetos do Sistema, o Coleta Solidária gera renda hoje para 75 famílias. Estas famílias dependem diretamente da separação do lixo residencial e de órgãos públicos municipais. Suas rendas variam de um a dois salários, sendo agregadas a uma cesta básica e, no caso dos charreteiros e carroceiros, outro benefício: milho e ferradura para seu animal, além de manutenção periódica para sua charrete. Todo o lixo limpo é levado pelos charreteiros ao galpão do projeto. Lá, os triadores separam os materiais e os colocam em fardos para vender. São três os grupos gestores do projeto e todos, triadores e coletores, ganham auxílio de dois vales transporte por dia.
  LIXEIRAS ECOLÓGICAS PARA PEDESTRES (LEPPs) – Uma deficiência no município era um local para que os pedestres pudessem colocar seus resíduos de pequeno porte. Pequenas embalagens de doces, baganas de cigarro, restos de alimentos iam direto para o chão, na falta de local adequado. Outro problema detectado pelos técnicos da SQA foi que as poucas lixeiras para pedestres estavam mal localizadas e não educavam para a seletividade de lixo, visto que possuíam apenas um cesto. Hoje o projeto das LEPPs conta com mais de 420 lixeiras compostas por dois cestos com a identificação adequada (lixo limpo na cor verde, lixo orgânico na cor laranja). A meta, segundo ele, é instalar 3 mil LEPPs.
  COLETA CONTENTORIZADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS – No sentido de educar a sociedade para não só a separação do lixo como o cuidado com ele mesmo depois que este sai do âmbito das residências, foi implantada no município uma forma de contenção de resíduos que evita que sacolas deixadas em frente às casas e condomínios e levadas por chuvas eventuais provoquem alagamentos por entupimento de canais, evita também a proliferação de doenças e a poluição ambiental. Assim surgiram os Colipos (contentores de lixo limpo) e os Corgas (contentores de lixo orgânico). Atualmente existem 16 Colipos na cidade: 15 instalados no Laranjal e um nas Doquinhas. Todos os condomínios e loteamentos cujos projetos estejam em período de aprovação na Secretaria de Planejamento Urbano e SQA desde o ano 2001 já devem aderir ao projeto. A avaliação de Melo é de que sejam necessários cerca de 400 Contentores de Lixo Limpo em toda a cidade.
  ADOTE UMA ESCOLA – Neste projeto é programado nas escolas (junto aos diretores, professores e funcionários), um Plano de Gerenciamento de Resíduos que contemple duas lixeiras. Estas duas lixeiras devem ficar, juntas, em todas as salas de aula e em locais estratégicos da escola. Os alunos e moradores dos arredores da instituição são incentivados a trazer seu resíduo limpo de casa. O material é recolhido semanalmente pela Prefeitura, que o leva até os galpões do Coleta Solidária para a triagem. A venda dos resíduos, triados e prensados, se reverte para a escola, que deverá aplicar a verba em ações e projetos de educação ambiental. Entre públicos e privados, Pelotas tem em torno de 250 estabelecimentos de ensino, dos quais cerca de 40 participam do projeto Adote uma Escola.
  “Os projetos do Sistema Municipal de Coleta Seletiva não fica resumido na seletividade de resíduos sólidos e em seu conseqüente benefício ao meio ambiente e na inclusão social. Os projetos devem provocar reflexão sobre a finitude dos bens naturais. Além disso, o problema do lixo abrange desde questões de saúde pública até de economia.”, finaliza Melo.

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