Famílias conseguem a casa própria com recursos subsidiados
  Mais um convênio para construção da casa própria destinada às famílias em situação de vulnerabilidade social, utilizando recursos do Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social, foi assinado ontem(28) pelos parceiros Prefeitura de Pelotas, Caixa Econômica Federal e Sinduscon. O contrato, assinado com a empresa Serial Engenharia e Estrutura Ltda, beneficia 73 famílias do núcleo residencial Dunas.   O PSH, destinado a famílias com renda de meio salário mínimo a 580 reais, em Pelotas está atendendo preferencialmente a população que tem renda bruta entre 100 e 200 reais, geralmente a que atua na economia informal. As 125 famílias do núcleo Getúlio Vargas, já contempladas pelo programa, começam a receber as primeiras unidades na segunda quinzena de fevereiro.   “As ações públicas para a inclusão social da população da periferia só foram possíveis após a retomada do crédito da Prefeitura. Quando o Poder Público deve, o dinheiro não vem para quem mais precisa, no caso a população mais necessitada”, observou o prefeito em exercício Mário Filho. Citando a adoção do caminho inverso ao sugerido pelos “especialistas”, como a vinda de grandes empresas, Mário disse que a Prefeitura apostou no estímulo à construção civil, atividade que tem a mão-de-obra mais desempregada no país, gerando empregos diretos e investimento de capital na cidade.   Recente pesquisa do Instituto de Opinião apontou que 31 mil famílias, com renda de até três salários, residem em moradias indignas. “Este número nos surpreendeu, já que tínhamos uma estimativa de carência habitacional de 20 mil casas para esta faixa”, observa o secretário municipal de Habitação, Paulo Oppa Ribeiro. Segundo ele, somente para estabilizar este déficit seriam necessárias mil novas casas por ano.   Durante contato mantido com o ministro das Cidades, Olívio Dutra, no Fórum Social Mundial, Oppa discutiu a possibilidade de ampliar os recursos do PSH para o município visando atender 800 famílias ainda neste ano. Também foi analisado o aumento do teto de cada unidade para 8 mil reais. Hoje, as casas custam 5mil e 600 reais, sendo R$ 4.500,00 a fundo perdido e a diferença coberta pela Prefeitura. As famílias, como forma de contribuição ao Fundo Municipal de Habitação, pagam 110 prestações de 10 reais cada.   Cristiane Duarte Alves, 27 anos, mãe de sete crianças, a menor com sete dias e o mais velho com 12 anos, foi uma das contempladas. Moradora há seis anos no Dunas, ela comemorou a oportunidade de poder ter sua casa própria “que pode ser paga com a nossa renda”. Além dos afazeres domésticos, ela ajuda o marido na oficina de bicicletas