Entenda o funcionamento do Samu
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência, Samu/192, inaugurado em 26 de agosto deste ano em Pelotas, já atendeu 775 chamadas, a maioria casos clínicos, como dor no peito e falta de ar. O serviço, lembra a secretária municipal de Saúde, Renata Carriconde, é um programa que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência, visando reduzir o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as seqüelas decorrentes da falta de socorro precoce.
Conforme Renata, a população deve diferenciar o atendimento feito pela equipe do Samu do oferecido pelas outras ambulâncias da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). “O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população. Casos de menor gravidade, como remoções e deslocamentos para tratamento, são atendidos pelas outras ambulâncias”.
De acordo com regulamento do Ministério da Saúde, o Samu realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas. O socorro é feito após a chamada gratuita, feita para o telefone 192. A ligação é atendida por técnicos na Central de Regulação que identificam a emergência e, imediatamente, transferem o telefonema para o médico regulador. Esse profissional faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente, ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações.
Ao mesmo tempo, o médico regulador avalia qual o melhor procedimento para o paciente: orienta a pessoa a procurar um posto de saúde; designa uma ambulância de suporte básico de vida, com auxiliar de enfermagem e socorrista para o atendimento no local; ou, de acordo com a gravidade do caso, envia uma UTI móvel, com médico e enfermeiro. Com poder de autoridade sanitária, o médico regulador comunica a urgência ou emergência aos hospitais públicos e, dessa maneira, reserva leitos para que o atendimento de urgência tenha continuidade.