Educadores de artes do município visitam “Viva Volpi – arte para brincar” na quinta-feira (16)
Grupo de docentes viveu a experiência imersiva desta exposição em cartaz no Farol Santander, em Porto Alegre
Nesta quinta-feira (16), 40 professores de artes realizaram uma excursão rumo ao Farol Santander de Porto Alegre para prestigiar a exposição interativa “Viva Volpi - arte para brincar”. Alfredo Volpi foi um pintor de grande prestígio para a cultura brasileira, cujo legado influência práticas pedagógicas até os dias atuais. A visita foi fomentada pela Secretaria Municipal de Educação, por meio da Coordenadoria de Gestão Pedagógica.
Imagens: Arquivo pessoal / Maureen Nogueira
“O que mais me chama atenção no legado do Alfredo Volpi é a forma como ele transforma elementos simples da cultura popular, como as bandeirinhas das festas, em arte”, relata a professora da educação infantil Nayane Lima, “ Enquanto professora da educação infantil, isso é bastante inspirador, pois por diversos momentos nos vemos, na escola, transformando o básico, algo do cotidiano, em algo que tem valor enorme para as crianças. Ele traz cor, ritmo e repetição de uma forma muito sensível, o que dialoga muito com o universo das crianças e também com a área que eu trabalho que é a dança.”
“Ter a oportunidade de ver de perto obras de um artista tão representativo para a arte brasileira sempre é muito emocionante, primeiro pq observar a expressão da manualidade do artista é algo que em imagem reproduzidas de livros e ou projetadas não te dão toda essa dimensão de ver o gesto tinta no papel ou na tela” aponta Chico Maximila, professor do Ensino Fundamental, “Para nós professores esse momento foi muito especial pois nos inspira para nossas práticas diárias dentro de nossas escolas”.
Imagens: Arquivo pessoal / Maureen Nogueira
Conectar professores é o que motiva visitas de campo como esta. Para Maureen Nogueira, assessora do campo das artes na Coordenadoria de Gestão Pedagógica, a conexão com o “lado aluno” é fundamental para qualquer educador das artes. “Brincar, sentir e ‘estar’ no lugar de criança, colocando os adultos professores numa vivência corporal proposta para encantar os pequenos, oferecer aos professores também, a oportunidade de sair da sala de aula, estar com um grupo composto por seus pares em outro ambiente, em um percurso que proporciona trocas de experiências, amplia horizontes e estreita relações, abre-se uma janela para ventilar a rotina de quem vive a escola no limite da exaustão”.