Diagnóstico precoce é essencial no combate à sífilis
SMS realiza testes rápidos para detectar a doença no Largo do Mercado, nesta sexta-feira
Uma picada no dedo e a chance de diagnosticar uma doença grave. Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Sífilis, que ocorre em 20 de outubro, o Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), Aids e Hepatites Virais, da Secretaria de Saúde (SMS) promove testagens rápidas e divulga informações sobre a doença no Largo Edmar Fetter, durante toda esta sexta-feira (19). Em apenas uma hora, cerca de 50 pessoas passaram pela tenda, e a projeção é de que 500 sejam atendidas até as 17h.
Fotos: Michel Corvello
A mobilização integra uma campanha que se iniciou no dia 1º deste mês, com ações educativas e intensificação das testagens rápidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), quando, em no máximo 15 minutos, os cidadãos podem ter um primeiro diagnóstico. Conforme a chefe do Departamento IST/Aids, Maria Alice Rodrigues, o movimento nos postos tem se intensificado. “A maioria nunca fez o teste, não conhece a transmissão e nem os sintomas. É isso que tentamos esclarecer”, disse.
Durante a manhã, alguns resultados positivos foram identificados na triagem, e esses pacientes já receberam o encaminhamento para o exame laboratorial, a fim de confirmar a presença da infecção no organismo. A incidência de sífilis vem crescendo entre os jovens, principalmente pela falta de proteção durante as relações sexuais, destacou a professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), parceira no evento, Rejane Tavares.
O resultado é sempre uma surpresa. Não temos como identificar a doença de cara em parceiros, ainda mais que ela tem fases em que não apresenta sintomas. Por isso a importância de se usar o preservativo sempre”, enfatizou Rejane.
Quem fez o teste, além do resultado, recebeu material informativo, camisinha e orientações sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A doceira Conceição Fonseca foi uma das pessoas que, de passagem pelo Mercado Central, decidiu parar para checar como anda a saúde. Ela conta que não ficou ansiosa, pelo contrário, achou o processo muito tranquilo.
A gente não sabe o que acontece no nosso organismo, muitos não vão ao médico. Essa ação é muito importante e simples, é só parar, fazer e pegar o resultado. Achei bem interessante”, opinou Conceição.
Ainda dentro da campanha, na próxima quinta-feira (25), pela manhã, o auditório do Programa de IST/AIDS e Hepatites Virais sedia um Encontro de Atualização em Redução da Transmissão Vertical da Sífilis.
Transmissão e sintomas
A sífilis é uma infecção bacteriana transmitida, principalmente, através de contacto sexual, mas que também pode ser passada da mãe para o bebê durante a gestação ou parto, ocasionando a chamada sífilis congênita. Os primeiros sintomas são feridas indolores na região genital, que podem ficar estacionadas por meses ou anos, até o surgimento de complicações, como cegueira, paralisia, doença cerebral, podendo levar à morte.
O risco de contrair a doença é diminuído com o uso de preservativos e o tratamento com antibióticos costuma ser eficaz, aliado ao diagnóstico precoce. O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece a medicação de forma gratuita.