Defesa Civil: Prefeitura trabalha para manter a cidade segura
A Prefeitura teve um olhar especial para as questões climáticas em 2025. Para se prevenir e estar preparada para situações como as que afetaram o Rio Grande do Sul em 2024, o ano começou com a criação da Secretaria Defesa Civil (SDC) e de protocolos de proteção para Pelotas para a prevenção e proteção das áreas habitadas do Município.
O sistema integrado – Defesa Civil Nacional, Estadual, Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade Federal do Rio Grande (Furg) – de previsões meteorológicas e os mapeamentos geológico-geotécnicos, voltados para a prevenção de desastres, produzidos pelo Governo Federal, são utilizados na elaboração de projetos de prevenção e proteção.
Estações meteorológicas
Mais três estações meteorológicas foram instaladas em Pelotas em parceria com a Defesa Civil Estadual – na Colônia Z3; no Arroio Pelotas, no Passo do Pilão, acima da estação de Sinoti; e Eclusa, para medir os indicadores da Lagoa Mirim e os impactos na zona costeira do Canal São Gonçalo. Com essas, Pelotas passa a ter oito estações para monitorar a situação das águas. Durante o último ciclone, a nova estação do Arroio Pelotas foi atingida, mas por estar no prazo de garantia, a empresa contratada fará a reposição.
Também será instalada uma estação pluviométrica, para medir em tempo real a intensidade das chuvas, a velocidade e direção dos ventos, e o índice ultravioleta.
Desafios para 2026
Mapeamento dos moradores
A SDC planeja traçar o perfil das pessoas que vivem nas áreas apontadas pelo mapeamento do Governo Federal, a partir de dados das secretarias de Assistência Social (SAS) e de Saúde (SMS), como onde estão as acamadas, as com deficiência, as crianças e os idosos. O secretário da SDC, Milton Martins, explica que esses dados serão utilizados para que sejam criadas estratégias para diferentes situações, porque “os riscos para pessoas com dificuldade de locomoção são muito maiores no caso de uma inundação, por exemplo, e isso precisa ser considerado”. Ele também lembrou que, em uma situação de emergência, é necessário ter definidos os resgates prioritários.
Martins aponta, também, como desafio para 2026, fomentar a participação popular, a criação de uma cultura de defesa civil nas escolas, e a organização de núcleos nos territórios, com o objetivo de manter Pelotas segura em relação às enchentes.