Consultor avalia ações do Programa Pare

Por Divulgação 20-08-2002 | 00:00:00
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  O secretário municipal de Transportes e Trânsito, Horácio Passos de Oliveira, e o engenheiro Celso Gomes, consultor do Centro de Formação de Recursos Humanos em Transportes da Universidade de Brasília, estiveram ontem(20) visitando alguns cruzamentos identificados como principais em acidentes por severidade, entre eles o trevo das avenidas Domingos de Almeida e Juscelino Kubitschek de Oliveira. No ano passado, neste local foram registrados 13 acidentes ;7 com danos materiais, 5 com feridos e 1com morte.  
O especialista em segurança de vias está em Pelotas para acompanhar o andamento do Programa Pare, de redução de acidentes de trânsito, desenvolvido pelo Ministério dos Transportes em parceria com a Universidade de Brasília . Pelotas e Caxias do Sul são as únicas cidades do Estado a participarem da primeira etapa do Programa. Joinvile, Maringá e Londrina representam a Região Sul entre as 31 cidades brasileiras selecionadas, com população entre 150 e 500 mil habitantes.  
De acordo com o engenheiro, dados do Ministério apontam 30 mil mortes por ano no país, índice que pode chegar a 50 mil devido à precariedade das informações, já que cerca de 39% das vítimas morrem no local e as demais após as 24 horas do acidente, dificultando os registros. Dados do Denatran apontam 20 mil mortes/ano. Preocupado com estes índices, o Ministério em parceria com os municípios desenvolve o programa Pares de capacitação e de encaminhamentos para reduzir os acidentes de trânsito, pois a maioria das cidades não tem metodologia para tratar o problema.  
“Além das perdas humanas, os acidentes de trânsitos repercutem no sistema de saúde que necessita disponibilizar equipes médicas multidisciplinares para atender o alto número de acidentados”, pondera o engenheiro citando que a morte no trânsito figura em terceiro lugar em saúde pública, ficando atrás de mortes causadas por problemas cardíacos e por câncer. Ainda segundo ele, o mapa da violência urbana aponta o acidente de trânsito como segunda causa morte, estando em primeiro o homicídio.  
Além de identificar os cruzamentos e trechos mais perigosos, etapa já concluída pelos técnicos da SMTT, são investigadas as causas dos acidentes , instrumento que permite um diagnóstico para definir as técnicas de correção dos problemas. O próximo passo do programa é o monitoramento das medidas aplicadas para averiguar os resultados buscando a redução dos acidentes.

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