Conferência reafirma fim da política hospitalocêntrica
    Mudar a lógica hospitalocêntrica de concentração dos recursos financeiros destinados à saúde mental nos hospitais psiquiátricos será um dos assuntos debatidos no dia (10) na mesa redonda "Reorientação da Assistência em saúde mental: Rede de atenção, financiamento e cuidadores em saúde mental", na 2ª Conferência Estadual de Saúde Mental, realizada na sede campestre do Centro Português, numa parceria do Governo do Estado e Prefeitura de Pelotas . De acordo com levantamento, de 80 a 90 por cento dos recursos são utilizados no pagamento de internações. O restante da verba destinada à saúde mental é aplicada em serviços ambulatoriais, contrariando a proposta da atenção integral defendida pela Reforma Psiquiátrica de cidadania, integralidade, acesso, qualidade, humanização e controle social. Defendendo a tese de que a saúde das pessoas não depende apenas dos serviços de saúde, mas diz respeito ás condições e qualidade de vida, liberdade e acesso aos bens produzidos pela sociedade, os conferencistas destacaram a importância do evento, observando que não apenas os técnicos devem discutir, é preciso ouvir a população sobre o que elas desejam das reformas em saúde. Com 10 milhões de habitantes( 10.082.132) e 497 municípios, o Rio Grande do Sul possui ações em saúde mental em 425 cidades. Isto quer dizer que 96,5 por cento da população, ou 85% dos municípios, tem disponível estes serviços. O Estado também é pioneiro em tratamentos alternativos, como hospital-dia, ambulatórios e lares abrigos.