Comunidade do São Gonçalo será reassentada em área de 12 hectares

Por Divulgação 27-12-2002 | 00:00:00
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Após um ano de tratativas está definida a área para assentamento das 98 famílias da Comunidade do São Gonçalo. Na última quinta-feira(26) a Câmara de Vereadores, por unanimidade, concedeu autorização legislativa para que a Prefeitura concretize a compra de 12 hectares de terra, próxima a antiga fábrica de óleo Ceval, para reassentamento dos moradores daquela comunidade.  
“Desde o início do governo estamos preocupados com a comunidade São Gonçalo e não medimos esforços no sentido de solucionar a questão habitacional e também de vulnerabilidade social das famílias”, observa o secretário municipal de Habitação e Cooperativismo, Paulo Oppa Ribeiro. Ele lembra que foram oferecidas várias áreas para transferência dos moradores, como as junto ao Anglo, Colônia de Pecadores da Z/3 e Loteamento Espanha, todas recusadas pela comunidade por estarem longe das atividades desenvolvidas para geração de renda.  
De acordo com a solicitação da comunidade, a nova área está localizada do lado de cá do dique, portanto protegida de alagamentos e permitindo que os moradores continuem desenvolvendo as mesmas atividades. Das 98 famílias, 15 são pescadores, 60 papeleiros e o restante são desempregados, aposentados e domésticos, entre outros.  
Defendendo que habitação não é só moradia, mas qualidade de vida, o que incluí proteção do meio ambiente e geração de empregos, Oppa Ribeiro já definiu com os técnicos da SMHC que os 12 hectares deverão contemplar, em partes iguais, área para moradias, parque urbano para preservação do meio ambiente e espaço para instalação de projetos de geração de renda.  
Para incentivar a economia, o secretário de Habitação vem mantendo contato com empresários da construção civil visando à instalação de uma indústria de fabricação de pré-moldados em concreto e utilização da mão-de-obra das famílias do novo loteamento. Também estão adiantadas as negociações com a Caixa Econômica Federal para a liberação de recursos destinados a implantação de infra-estrutura e construção das moradias.  
No total serão reassentadas na área da Ceval 300 famílias oriundas de áreas consideradas de risco, com prioridade para os moradores da Comunidade São Gonçalo e do leito do Canal Santa Bárbara. “A idéia não é fazer um grande assentamento, mas sim um loteamento digno, incentivando outras atividades como o lazer e a geração de empregos” observa Oppa Ribeiro.

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