Colipos sofrem ação de vândalos no Laranjal
Na manhã de ontem o coordenador de Política Ambiental da Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA), Luiz Rampazzo, esteve no Laranjal verificando os danos causados por vandalismo em dois Colipos (Contentores para o Lixo Limpo). Rampazzo diz que a denúncia foi feita de forma anônima pela comunidade. O compartimento de papel e papelão do contentor localizado na esquina das ruas Bagé e Novo Hamburgo, no balneário Santo Antônio, ardeu por cerca de 24 horas, o que acabou por danificar a pintura externa e derreter todo o plástico do compartimento ao lado. “Este Colipo não foi mais danificado e nem as chamas se espalharam pois o sistema de segurança do contentor não permite grande oxigenação em seu interior”, afirmou o coordenador. A empresa responsável pela manutenção dos Colipos deverá refazer a pintura externa do contentor. O outro contentor, localizado na esquina da avenida Amazonas com rua Piauí, no Balneário dos Prazeres, teve destino mais grave. Material explosivo foi jogado para dentro do compartimento dos vidros. A explosão provocou estufamento do contentor, danos em dois compartimentos, e a porta de coleta do Colipo rebentou. De acordo com Rampazzo, esta explosão poderia ter sido bastante perigosa. “Mas estes Colipos, que são confeccionados em chapa de aço 1010 (Aço Carbono 1010), apenas foram estufados.”, comentou ele. O contentor, porém, foi bastante danificado e deverá ser recondicionado. LIXO LIMPO – O Colipos fazem parte de um dos projetos do Sistema Municipal de Coleta Seletiva da Prefeitura. No Laranjal estão instalados 15, como projeto piloto, divididos pelos três balneários. Estes contentores possuem compartimentos separados para metal, plástico, papel e papelão e para vidro. Cada um destes compartimentos tem identificação através de figuras e cores, embora façam parte de um mesmo contentor. Duas vezes por semana um caminhão do Sanep faz o recolhimento nos contentores, e seu conteúdo vai direto para os galpões do Coleta Solidária. O Coleta Solidária beneficia cerca de 75 famílias, que sobrevivem da venda de fardos deste lixo reciclável (limpo). Construídos para agüentar intempéries, os Colipos possuem sistema de trava especial e bocas (para a colocação dos resíduos limpos) de diâmetro definido através de uma série de estudos. Sua forma, seu tamanho e suas aberturas evitam que o material ali depositado pegue chuva ou que crianças entrem para brincar ou dormir, além de não permitir que o lixo limpo seja retirado por vândalos ou catadores, que espalhariam o material. As travas de segurança, por sua vez, permitem que somente a empresa responsável pela coleta do lixo abra os Colipos, impedindo também a entrada de animais e até a danificação do lixo reciclável e dos próprios contentores. Na busca de recursos e outras possibilidades para a instalação de mais Colipos por todo o município, Rampazzo afirma a importância do projeto, que ajuda na solução de dois problemas: diminuindo a quantidade de lixo produzida pela população que vai para o lixão controlado, (e principalmente o desperdício de materiais reutilizáveis) gerando renda para famílias sem trabalho formal. Os charreteiros e carroceiros do projeto Coleta Solidária ganham cerca de um salário (pois recebem por produção), recebendo também cesta básica, vale transporte e benefícios como alimentação para os cavalos. Os triadores, que separam o lixo no galpão do projeto, ganham um salário mais vale transporte e cesta básica.