Círculo Operário quer instalar indústria em Pelotas
Boa parte do empreendedorismo de Pelotas ganhou impulso com o programa Desenvolver Pelotas, instituído na primeira gestão do prefeito Adolfo Antonio Fetter. Às vésperas de inaugurar a loja da avenida Dom Joaquim, o sócio-proprietário da rede Círculo Operário, Mário Filho, vai protocolar amanhã (26), na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE), a carta-consulta para se candidatar aos incentivos da lei municipal 5.100 de 2005. O projeto, que será inscrito na prefeitura, conforme o empresário, diz respeito à construção de uma unidade industrial, cuja produção, em 2010, irá abastecer, inicialmente, as três padarias dos dois grupos societários.
O anúncio foi feito na tarde de hoje (25), no gabinete do Paço Municipal, ao prefeito Fetter, na companhia do vice-prefeito, Fabrício Tavares, e do titular da SDE, Carlos Mário Santos. O chefe do Executivo pelotense elogiou a iniciativa de Mário Filho, cujos postos de trabalho chegarão a 236 na cidade. “Traz ânimo econômico e fôlego financeiro, ao município, um empreendimento de pelotenses com geração de emprego tão significativa”, declarou o prefeito.
A idéia de descentralização da manufatura da panificação e da confeitaria, transferindo-a das lojas para um único setor industrial, cuja área ainda está sendo estudada, surgiu em razão da necessidade de otimização das operações. Embora o controle, analisa o empreendedor, seja mais do que satisfatório atualmente, faz-se imperativo eliminar desperdícios de material, tempo e energia por meio da nova sede industrial.
“O nosso intento é vender para outros municípios”, antecipa. Em conversa com Santos sobre a absorção de mão-de-obra resultante do Projovem, esclarece, surgiu o interesse de credenciar-se no Desenvolver Pelotas que concede estímulos fiscais, financeiros e materiais. A reboque destes investimentos, adianta o sócio da Círculo Operário, as companhias se tornarão uma rede para, no prazo estimado de cinco anos, constituir-se em franqueadora.
Outros municípios da Zona Sul, como a cidade de Rio Grande, consistem em mercados potenciais para a panificadora, que também atua como confeitaria e restaurante. Mencionada na revista “Tendências”, do Sebrae, como caso de sucesso, a Círculo Operário ganhou destaque, também, no setor de todos os estados da região Sul do País.
Saiba mais sobre a Círculo Operário da Dom Joaquim
A unidade da avenida Dom Joaquim consumiu o investimento de R$ 1 milhão e deverá empregar, segundo Mário Filho, 64 funcionários, entre loja e produção, para atingir a marca de 85 empregados até o final do ano. O estabelecimento abrirá as portas ao público na próxima segunda-feira, dia 1º de junho, e fará a inauguração festiva no dia 9, a partir das 17h30min.
Ao iniciar as atividades na Zona Norte, o grupo societário que comanda a unidade da rua Dom Pedro II projeta o recolhimento de ICMS mensal de cerca de R$ 20 mil, registrando um acréscimo de 70%. Entre as novidades, a Círculo Operário da badalada avenida oferecerá o inédito rodízio de panquecas em Pelotas e uma “ilha” de massas durante o dia e a noite. O cliente, detalha o sócio, poderá escolher o tipo de macarrão e o molho, “formatando” na hora o prato desejado.
Em poucos meses, antecipa o proprietário, a direção do grupo lançará a “Confeitaria Fina de Chocolates”, um espaço para degustação de bombons, doces, bebidas, foundue, tortas e demais itens à base de cacau. Outro atrativo será a oferta de café da manhã, a partir das 6h30min. “Profissionais, moradores e turistas, sobretudo de excursões rápidas, têm necessidade de alimentarem-se neste horário, mas não têm opção na cidade”, justifica o empresário.
No novo estabelecimento, a padaria estará instalada em 190 metros quadrados e o restaurante, com capacidade para acomodar 200 pessoas, ocupará 228 metros quadrados. A experiência bem-sucedida da unidade da Dom Pedro II, afirma Mário Filho, será repetida na Dom Joaquim: um buffet de balança que mistura pratos da culinária caseira com opções geralmente oferecidas a la carte. “À noite, a inovação ficará por conta de um mix de salgadinhos, comercializados a quilo, para acompanhar o tradicional chope”, diz o proprietário.