Causas de acidentes apontam estratégias preventivas
  Implantar o atendimento pré hospitalar nos acidentes de trânsito, delito e agressões, acidentes doméstico e nos acidentes nas escolas visando reduzir a morbi-mortalidade, será o próximo passo do Observatório de Acidentes e Violências. Projetado pela Secretaria Municipal de Saúde e Bem Estar para o próximo ano, o atendimento, com médico e ambulância UTI, será prestado no local do acidente numa estratégia preventiva e intervencionista proposta pelo projeto que monitora e qualifica as informações associadas à morbidade por causas externas.   Oficializado nesta semana, o Observatório já funciona desde fevereiro no Pronto Socorro Municipal, em parceria com o Hospital São Francisco de Paula, tendo como proposta implementar ações e estratégias para qualificar as notificações, cobrindo 100% dos casos de acidentes e violências atendidas no PSM. Já foram registrado 270 casos, o que representa 2,3% das notificações do Estado.O banco de dados do Estado está sendo alimentado por 17 hospitais, desde outubro de 2001.   As estatísticas locais apontam como ocorrências mais freqüentes o acidente de trânsito 21,5%, delitos e agressões 19,2%, acidentes domésticos 16% e acidente de trabalho típico 13,3%. Com relação a idade, os acidentes de trânsito foram proporcionalmente mais freqüentes de 15 a 39 anos. Já os acidentes domésticos ocorreram em maior proporção em crianças e idosos e os delitos e agressões foram relativamente mais freqüentes entre 15 e 59 anos. Os acidentes na escola foram identificados apenas em crianças.   Na relação sexo, os homens têm proporção duas vezes maior do que as mulheres em acidentes de trabalho típico e em delitos e agressões. Acidente de trânsito, auto agressão e doméstico proporcionalmente a maioria ocorre com as mulheres.   Os dados revelam ainda que os negros apresentam proporção três vezes maior de acidentes de trabalho típico do que os brancos. Acidentes de trânsito e auto agressão foram proporcionalmente maior em brancos.   Identificados os fatores de risco, as estratégias de intervenção são traçadas pela Secretaria de Saúde em conjunto com as secretarias municipais de Direito Humanos, Trânsito e de Educação ,com a Delegacia da Mulher, Conselho Tutelar e Corpo de Bombeiros.