Casa de Banho do Museu da Baronesa entra em reforma
A Associação de Amigos do Museu da Baronesa (Ambar), junto à direção do Museu e a Secretaria Municipal de Cultura (Secult), estão investindo na recuperação da Casa de Banho do Solar da Baronesa com a finalidade de preservar esse patrimônio e proporcionar condições a sua visitação. Os recursos para isso foram angariados com a promoção de jantares e campanha dos sócios, da Ambar que pagam mensalidades entre R$ 5,00 e R$ 15,00.
A obra iniciada na semana passada consiste nos trabalhos de limpeza geral, conserto de trincas e rachaduras, impermeabilização da laje superior do reservatório, remontagem do corrimão da escada e do portão superior e pintura geral.
Também será colocada uma placa educativa na tentativa de que os visitantes e a comunidade em geral ajudem na conservação do patrimônio histórico. Ultimamente a banheira vinha sendo utilizada como banheiro público. O corrimão da escada foi arrancado e o portão quebrado. Além disso, todas as paredes internas e externas foram pichadas. “É de fundamental importância que a população e, principalmente, os freqüentadores do Parque colaborem para que nossos monumentos permaneçam de pé”, enfatizou a secretária de Cultura, Beatriz Araujo.
HISTÓRIA -
Com a forma de uma torre, a Casa de Banho está localizada atrás do Solar da Baronesa. No espaço superior se localiza um reservatório, hoje desativado, que começou a funcionar nas primeiras décadas do século XX. No nível intermediário existe, ainda hoje, uma banheira com azulejos decorados. Enquanto não existiam instalações hidráulicas, os empregados enchiam a banheira com água carregada em baldes.
A Casa de Banho, um dos elementos arquitetônicos do Parque da Baronesa, foi construída em torno de 1870 e era utilizada para banhos no verão. Nessa época não havia água encanada, mas foi justamente o período em que começam a se alterar os hábitos de higiene. Isso ocorreu em parte devido à abertura dos portos aos manufaturados europeus e à valorização da vida social, após a chegada da corte portuguesa ao Brasil. E esses usos começaram a aparecer justamente nas residências das famílias de classes mais abastadas.
Vale lembrar que não se tem registro no Brasil da existência de um elemento como esse e nem de um Parque, um jardim histórico, com essas características. A Chácara da Baronesa foi doada à Prefeitura Municipal de Pelotas em 1978; em 1982 foi inaugurado o Museu e, em 1985, o Parque e seus prédios foram tombados como patrimônio histórico do Município. A área de sete hectares apresenta, também, uma gruta de alvenaria de tijolos, cujo revestimento imita pedra, um pequeno castelo, um jardim francês e outro inglês, um chafariz, pequenos canais com uma ponte, uma ilha, dois lagos artificiais e um grande bosque de eucaliptos, árvores nativas e exóticas.