Carnaval debatido em seminário

Por Divulgação 17-01-2003 | 00:00:00
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 O secretário de Finanças, Marcos Bosio, participou ontem(17) do seminário Qual o Carnaval que queremos, abordando o tema “Recursos do Orçamento Municipal”. Estiveram compondo a mesa, a representante da secretária de Cultura e coordenadora das Manifestações Populares da Secult, Márcia Veronez, o vereador Luiz Carlos Mattozzo e o representante do presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Cavalheiro.  
Inicialmente Bosio abordou o aspecto econômico e comercial que movimenta a cidade durante a realização da festa popular. “O Carnaval mexe com o conjunto da cidade e, portanto, passa a ter um impacto na economia da cidade, além de ter uma singularidade na cidade”, observou. Segundo ele, desde o início do atual governo a Prefeitura tem como conceito executar todas as ações de infra-estrutura necessárias para a realização do Carnaval, já que o que é conseguido através de patrocínio é repassado para as entidades. “Os recursos destinados ao Carnaval são proveniente das mesmas fontes a que se destinam as ações de infra-estrutura e portanto necessitam ser dosados”, salienta.  
A conquista da Viação Férrea como espaço para a passarela do samba também foi destacado, já que é fruto de um conjunto de esforços e tem a garantia de permanência de mais três anos no mesmo local, o que tranqüiliza os carnavalescos. “A grande vitória da cidade é a definição deste local, uma vez que os investimentos de infra-estrutura serão feitos de uma única vez”.  
Quanto aos recursos destinados às entidades, que assim como no ano passado são provenientes de patrocínio da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE),ele acredita que o repasse da primeira parcela deva ocorrer dentro de poucos dias. “O contrato de patrocínio foi assinado no dia 20 de dezembro do ano passado e, devido a mudança de governo, sofreu um certo atraso”, explica. A CEEE tem tido uma participação efetiva em várias atividades culturais, exemplo disso é o valor destinado ao patrocínio do Carnaval em Pelotas, cerca de R$ 170 mil, comparado ao investido na capital, que é de R$ 200 mil.  
Na opinião do secretário, as entidades também devem mobilizar-se e trabalhar em conjunto, no sentido de buscar novos parceiros e novos patrocinadores. ”O que a Prefeitura pode fazer é criar um método específicos que viabilize a captação de recursos de empresas pequenas”, sugere.  
A coordenadora das Manifestações Populares da Secult, Márcia Veronez analisou o trabalho realizado pela secretaria desde março de 2002, visando o Carnaval 2003. “No início do ano aplicamos um questionário a todas as entidades a fim de fazer uma avaliação do Carnaval de 2002 e traçar um diagnóstico dos aspectos a serem melhorados”, explicou. O projeto “Todo Ano é Carnaval” foi transformado em programa e várias oficinas de qualificação foram desenvolvidas nas comunidades. “Temos 40 oficineiros cadastrados que estiveram fazendo este trabalho nas mais diversas áreas, desde aulas de bordado até escultura em isopor”, exemplifica.  
Para este ano, segundo ela, está previsto o projeto “Memória do Carnaval”, a fim de reunir objetos, roupas e documentos que contem a história do Carnaval e transformar em uma exposição itinerante.  
Na opinião do vereador Mattozzo, é fundamental a definição do olhar das pessoas sobre o Carnaval, se como um evento ou acontecimento. Além disso, ele salientou que é necessário o envolvimento de entidades como o CDL, Associação Comercial e CIPEL. “Temos que cobrar o compromisso solidário destas entidades, já que elas também tem uma responsabilidade sobre este acontecimento social”, finalizou o vereador. A opinião é dividida com o representante do Legislativo, Luiz Cavalheiro que acredita que esta é também uma grande festa empresarial e portanto os que lucram com isso deveriam ter uma maior envolvimento e ser mais parceiros.

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