Arroio, colônia e ilha: turismo de Pelotas no caminho das águas
Projeto eleito pelo Compam vai aliar educação ambiental e divulgação turística de dois patrimônios hídricos naturais e uma colônia da cidade.
Um amplo registro fotográfico e fílmico das extensões do Arroio Pelotas, da Colônia Z3 e da Ilha da Feitoria para alavancar o turismo sustentável e estimular a preservação ambiental é a mais nova aposta das Secretarias de Turismo, Esporte e Lazer, e Qualidade Ambiental (STE/SQA). Em parceria com a Sociedade para o Desenvolvimento do Turismo Sustentável em Pelotas (Fitur), as duas secretarias tiveram o projeto Na Trilha das Águas: educação ambiental e sensibilização para o turismo, recentemente aprovado pelo Conselho Municipal de Proteção Ambiental (Compam) que destinará mais de R$ 10 mil para execução.
Conforme a proposta, pelos próximos 12 meses, o Arroio Pelotas, a Colônia Z3 e a Ilha da Feitoria terão suas diferentes configurações naturais ao longo das quatro estações do ano documentadas, por meio de fotos e imagens. De acordo com o cronograma de atividades, depois da formação da equipe técnica e da delimitação da área a ser trabalhada virão as saídas de campo para o reconhecimento dos espaços e as primeiras tomadas de imagens, que estão previstas ainda para dezembro.
O projeto foi aprovado no começo deste mês, no segundo edital de financiamento a iniciativas do gênero aberto pelo Compan em 2007. A verba é oriunda de multas e taxas de licenciamentos geridas pelo Fundo Municipal de Proteção e Recuperação Ambiental. Segundo o secretário de Qualidade Ambiental, Leonardo Cardoso, a liberação dos recursos começa ainda antes do final do ano: “já está tudo aprovado, esperamos só por alguns ajustes do cronograma de atividade. Queremos começar as primeiras ações ainda em dezembro”, disse Cardoso antecipando que estuda junto ao secretário de Turismo, Marcelo Mazza Terra, a possibilidade de apresentar o projeto no lançamento do projeto Verão 2007/2008, no dia 15 de dezembro, no Laranjal.
O projeto
A idéia central é a de organizar um grande acervo com diversificado material de divulgação e desenvolver um conjunto de ações voltado à sensibilização para o turismo e também à educação para a preservação ambiental destes locais. Essencialmente sustentado no seu valor pedagógico, o projeto vai beneficiar crianças, educadores e moradores situados próximos às áreas citadas. Além de ilustrar, folders, banners, e folheteria diversas, a catalogação das imagens começa primeiramente a ser divulgadas no site da STE, que pode ser acessado pelo link turismo na página da prefeitura www.pelotas.com.br.
Educação Ambiental
Todo o material confeccionado será utilizado como ferramenta abrangente para o trabalho escolar com crianças das 3ªs séries do Ensino Fundamental da rede pública municipal. Já que é nesta fase de aprendizado que as crianças têm os primeiros conhecimentos acerca da história da cidade.
Para a diretora de Turismo da STE e representante da Secretaria no projeto, Fernanda Costa da Silva, será a oportunidade de chamar atenção para a importância de se fazer bom uso destes recursos hídricos. “São espaços balneáveis usados para o lazer, o esporte, a pesca, o turismo e que precisam ter preservados sua história, seus ecossistemas, porque constituem a origem e a cultura de Pelotas”, detalhou.
A educação também vai se estender a estudantes e à população ribeirinha como forma de favorecer o conhecimento básico da riqueza da flora e da fauna destas regiões. “Antes de qualquer coisa queremos que as pessoas conheçam estes lugares, os preservem e descubram os seus potencias turísticos sem prejuízos ao meio ambiente”, enfatizou Fernanda.
Sensibilização para o turismo
Agregar o lazer, a recreação e a conscientização ambiental representa, para o responsável técnico que responderá pela Fitur, Gilson Brasil Lobo, estimular a conservação dos meios naturais e ao mesmo tempo promover o turismo. “Estamos muito otimistas com esta iniciativa que valoriza e ampara essa riqueza que possuímos”, comentou, Lobo.
Os locais
Arroio Pelotas – a importância do Arrio Pelotas para a cidade está reconhecida na Lei 11.895/03 de autoria do deputado Bernardo de Souza que torna o manancial patrimônio cultural do Estado. Integrante da bacia hidrográfica da lagoa Mirim, tem 60 quilômetros de extensão, com nascente próxima à divisa de Canguçu e deságüe no Canal São Gonçalo. Às margens e na bacia do Pelotas, segundo o Projeto de Lei, é possível encontrar, 28 espécies de peixes, 43 espécies de mamíferos, 194 de aves, 29 de répteis e 15 diferentes espécies de anfíbios.
Colônia Z3 – localizada a 20 quilômetros do centro da cidade, à margem oeste da Lagoa dos Patos, destaca-se por ter uma comunidade voltada à atividade pesqueira e por integrar o calendário de eventos da cidade através de suas festividades religiosas e associações. Fundada em 1923 hoje tem uma população de mais 3,2 habitantes.
Ilha da Feitoria– integrante do patrimônio histórico do município pela lei 3.660/93, a ilha de 7,5 quilômetros de extensão abriga cerca de 400 espécies de plantas e mais de 200 de aves. No passado chegou a ser habitada por milhares de pessoas. Duas pessoas habitam hoje o local.