Air Liquide investe R$ 6,4 milhões na fábrica de Pelotas

Por Divulgação 09-08-2010 | 00:00:00
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O polo naval atraiu a primeira corporação de peso para Pelotas. A Air Liquide, uma das líderes mundiais na produção e na distribuição de gases industriais, medicinais e serviços associados – impulsionada pelas novas oportunidades das áreas de óleo e gás da região –, está investindo R$ 6,4 milhões na instituição de uma unidade fabril em Pelotas, em local bem próximo ao Distrito Industrial. O interesse da companhia é produzir e distribuir diretamente para Rio Grande o gás Acetileno, usado, devido às altas temperaturas alcançadas, em grande escala como combustível da indústria metalmecânica para soldagem e corte. “Está é uma ótima notícia, que fortalece nossa estratégia de incrementar o polo naval complementar e o parque tecnológico”, comemorou o prefeito Adolfo Antonio Fetter. Numa só transação, a empresa comprou a sua própria distribuidora na Zona Sul – a Brasoxi – e a da concorrente na região: a Oxiaço. Ambas foram adquiridas da família Jouglard para otimizar o atendimento dos grandes clientes e consórcios fornecedores de equipamentos e módulos para o setor naval. A justificativa é do especialista de Mercado da Regional Sul da Air Liquide, Elisandro Rivelino Brum, que revela a estratégia “de atender melhor com domínio e qualidade em benefício do cliente final”. Com um market share expressivo em São Paulo e no Rio de Janeiro, a companhia está de olho na expansão do mercado naval vizinho, especialmente nas demandas geradas pelas plataformas P55 e P63. “Além disso, a Engevix, em 2011, deverá produzir oito cascos de navios”, acrescenta. Outra motivação da player mundial do segmento, para a manufatura no Município, é a derrubada dos custos com a logística anterior de enviar os produtos de Porto Alegre para Rio Grande. Numa primeira etapa, explica Brum, a fabricante pretende continuar utilizando o modal de transporte rodoviário porque detém uma frota de caminhões com este fim. “A matéria-prima partirá de Guaíba para industrialização e ‘envasamento’ local”, detalha o executivo. Brum também considera a possibilidade de fornecer para as companhias sistemistas, fabricantes de componentes, que tiverem Pelotas como escolha para implementação de suas sedes industriais. “A meta é crescer aos poucos, tanto em produção, quanto na abertura de postos de trabalho e em faturamento”, informa. Inicialmente, diz o especialista da Air Liquide, 40 empregos diretos, entre as ações operacionais e de distribuição, serão gerados na cidade. A Air Liquide, que está na dianteira, em todo mundo, na produção e fornecimento de gases para a indústria, saúde e meio ambiente, marca presença em 75 países, emprega 42.300 pessoas e exibiu um faturamento de aproximadamente R$ 30 milhões em 2009. Sua carteira de clientes bate a marca de um milhão de empresas de diversos nichos, como siderurgia, alimentos e bebidas, produtos eletrônicos e farmacêuticos.

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