A bicampeã Estação 1ª do Areal é a terceira escola na passarela

Por Divulgação 09-03-2013 | 00:00:00
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A bicampeã do carnaval de Pelotas foi a terceira escola a desfilar na passarela do samba e veio para brigar pelo título. Mais de 800 componentes, contando com 12 alas e dois carros alegóricos foram suficientes para animar a plateia das arquibancadas e camarotes, que fez ecoar o tema-enredo da escola “O céu é meu teto a terra minha pátria e a liberdade minha religião”. Neste ano, na primeira parte do desfile a Estação trouxe à passarela a origem do povo cigano e apresentou características desse povo. A comissão de frente ressaltou o lado artístico dos ciganos, trazendo a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do flamenco, além do grande destaque para o casamento cigano, que só é considerado concretizado com o nascimento de um filho e é motivo para uma grande festa. A porta-estandarte trouxe o azul, o verde e o vermelho. O azul representando os valores espirituais, a paz, a ligação consciente com os mundos superiores, pois todo cigano é livre, o verde como representação da natureza, da terra, do mundo orgânico, da força da luz e dos caminhos desbravados e abertos pelos ciganos e, finalmente, o vermelho, simbolizando a vida, seja no caminho a percorrer, como ao caminho já percorrido. O primeiro carro alegórico chegou à passarela para mostrar as hipóteses a respeito da origem do povo cigano. O gosto por roupas vistosas e princípios religiosos como a crença na reencarnação e na existência de um Deus Pai e Absoluto foram algumas das hipóteses apresentadas, representadas com muito brilho nas fantasias e alegria nos rostos dos foliões. As diversas alas apresentaram a história da migração dos ciganos pelos países da Europa, onde normalmente eram bem recebidos, até a chegada do grupo ao Brasil em 1574. O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira foi o responsável por apresentar a profissão cigana. A leitura da mão, conhecida como Buena Dicha, significa ler a sorte, prever o destino e adivinhar o futuro. Todo cigano que se preza tem a sensibilidade de ler os olhos das pessoas e sentir o nível de vibração energética, para, então, interpretar a linha das mãos. A harmonia dos integrantes marcou o desfile da escola do Areal e garantiu a atenção do público na passagem do segundo carro alegórico e das alas que trataram a religiosidade e sensualidade desse povo. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira apresentou a ostentação do casamento cigano, que inicia logo cedo, quando as meninas ciganas já são prometidas em casamento, através de um acerto entre os pais dos noivos que pretendem unir as famílias. Os ritimistas da Estação representaram a música cigana com doses intensas de energia e forte batida da bateria. O ponto alto da apresentação aconteceu quando uma grande tenda cigana abrigou o grupo de músicos, arrancando muitos aplausos da plateia. A azul e ouro também apresentou outros tesouros da cultura cigana, como a culinária, o espírito para negócios e a integração em troupes circences. Para encerrar a noite, a alegria cigana foi representada pelas roupas e ornamentos de seu povo. A Estação do Areal aposta no tricampeonato ao trazer a história desse povo místico, alegre e unido. Acesse fotos das cinco noites do Carnaval de Pelotas pelo link http://www.flickr.com/prefpelotas/ e acompanhe as transmissões ao vivo através da página do Carnaval de Pelotas no facebook.com/carnavalpelotas

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