277 traz o som instrumental do grupo Nova Ars Antiqua
O trabalho instrumental do grupo Nova Ars Antiqua que tem como proposta variações de elementos da música latino americana, new age e música medieval, é a atração desta segunda-feira(9), a partir das 19h do Projeto Musical 277. Os ingressos, ao preço de R$ 2,00 estão a disposição na bilheteria do Theatro Sete de Abril, onde já não é novidade que segunda-feira é dia de valorização dos talentos locais com este projeto promovido pela Secretaria de Cultura (Secult). O grupo é formado pelo percussionista Ênio "Capincho" Sieburger, vencedor de vários festivais como a Semeadura, Charqueada, Terra e Cor, Manancial, Yerra entre outros, além de ter sido premiado como melhor instrumentista e melhor vocal. Teve participação marcante em gravações de CDs de artistas regionais como Joca Martins, Cristiano Quevedo, Luis Marenco. Fabrício "Pardal" Moura, outro integrante do grupo é um músico multi-instrumentista, vencedor de vários festivais de música além de atuar em vários projetos culturais. Teve grande participação no desenvolvimento dos CDs Maria Conceição, Hélio Ramirez e outros nomes de nossa música. Entre os vários instrumentos que domina estão o contrabaixo, violão, cuatro venezuelano e bandolim. A prata da casa o Nova Ars Antiqua conta com o talento de Leonardo Oxley Rodrigues. Músico de formação erudita, teve marcante participação no conjunto de música antiga da UFPel e na Orquestra Sinfônica de Pelotas, além de ter participado de projetos de dança, teatro e no grupo "Os Menestréis", onde montou espetáculo "Aldeia dos Ventos", escrito e dirigido por Oswaldo Montenegro. Também participou também de festivais e CDs de artistas do Rio Grande do Sul. Completando a constelação, Marcos "Patolino" Rosa, músico e luthier, é pesquisador das possibilidades harmônicas de vários tipos de madeiras com o fim de confeccionar instrumentos convencionais e novos. Além do trabalho com a luteria, fabricação de instrumentos musicais em madeira, participa ativamente de festivais e gravações de CDs onde executa primoroso trabalhos com violões e, também, instrumentos andinos como cuatro venezuelano, queñas, zampoña e charango. O GRUPO – Desenvolvendo um trabalho permanente de pesquisa musical, do período medieval ao renascentista, além de mesclar os instrumentos mais conhecidos como teclado, violino, flauta e violão, o grupo trabalha com instrumentos denominados primitivos. A confecção de alguns instrumentos, para que se possa fazer sons específicos dentro das músicas de composições próprias do grupo, além do uso de vasos de barro, chucalho, bumbo leguero caracterizam o excelente trabalho do Nova Ars Antiqua. ARS ANTIQUA – Na história da música, a medieval denominada "Ars Antiqua", ou arte antiga é aquela que abrange desde o canto gregoriano até a invenção do motete, dos séculos VII ao XIII. Nesta época criaram a terminologia musical, incluindo o nome das notas, a grafia e desenvolveram as primeiras teorias musicais ocidentais. Ao longo dos séculos e sob a influência de novas maneiras de cantar, o Gregoriano se modificou, mas conservando o seu caráter monódico, uma vez que ele favorecia a concentração religiosa. No século XIII, certos contracantos clandestinos se infiltraram na melodia tradicional, subvertendo a liturgia que fixava os Tons da Igreja. Com reprovação, os religiosos viram também que sua música começava a denotar traços da criação musical erudita que se cultivava nos castelos e até das canções populares dos aldeões. Livre da rigidez litúrgica, esta música profana que podia reunir várias melodias no mesmo canto era uma escapada na direção da polifonia. E o povo, ajudado pelos trovadores, acabaria impondo sua fusão com o canto tradicional.