1ª Virada Cultural movimentou o final de semana em Pelotas
A 1ª Virada Cultural de Pelotas proporcionou, ao longo de 24 horas, uma programação intensa com muitas opções de cultura aos pelotenses, entre shows musicais e apresentações teatrais e de dança, circo e várias outras atividades que se uniram à primeira edição do evento no Município. Milhares de pessoas saíram às ruas desde as 22h do sábado (14/11/15) até as 22h de domingo (15) e aproveitaram as atrações que ocorriam simultaneamente em vários pontos do Centro Histórico, Parque da Baronesa e região do Porto, entre outros. Já no sábado o sucesso foi garantido no Palco Cidade, montado no Largo Edmar Fetter (Mercado Central), com os shows de Vitor Ramil – patrono da Feira do Livro de 2015 -, dos argentinos Carlos Moscardini, Arthur de Faria e Omar Giammarco e do pelotense Ian Ramil, que se estenderam até mais de 3h da madrugada. Na tranquila manhã de domingo, enquanto um público ainda tímido caminhava pelo Centro Histórico, o projeto “Ninho de Pardal” fazia ecoar o choro em seus violões e flautas. Na Esplanada do Artista, na Praça Coronel Pedro Osório, em frente ao Theatro Sete de Abril, foi montado um tablado para apresentações de peças teatrais. Amantes da cultura enfrentaram o sol forte do final da manhã e meio-dia para assistir ao monólogo “Dois dedim de prosa”, com o ator Rodolfo Furtado, estudante do curso de Teatro Licenciatura da UFPel; a peça “Ser”, da Você sabe quem Cia de Teatro; deram muitas risadas com o stand up comedy “4.5 a toda potência”, da Companhia Pelotense de Repertório Teatral, que abordou os micos e as delícias de quem já passou dos 40; e teve ainda apresentação Cia Ubuntu: “Sangue e suor”. No Fragata, o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Thomaz Luiz Osório ofereceu uma feijoada com carreteiro – prato típico gaúcho –, mostra de doces tradicionais gaúchos e de Pelotas e as invernadas juvenil e adulta apresentaram um bonito espetáculo aos presentes, mostrando suas coreografias. No Navegantes, o projeto Trem do Sul promoveu a Feira Urbana na Escola de Ensino Fundamental (Emef) Nossa Senhora dos Navegantes. Apresentações musicais e teatrais, corte de cabelo, roda de conversa, atendimento de acupuntura e museu do game foram algumas das atrações que os alunos e familiares puderam desfrutar ao longo do dia. Números de dança atraíram a atenção de dezenas de pessoas que estavam no último dia da Feira do Livro, na tarde do domingo, ou passeavam pelo Centro. Na Esplanada do Artista se apresentaram: Maria Helena Klee, Maria Falkembah, Cia de Dança Tavane Viana, “Tempos brancos – uma poética sobre a memória” e, já às 21h20, a intervenção urbana: os quatro elementos negros: água, fogo, vento e terra. Outro evento de grande movimento foi o Sofá na Rua, que inovou e contou com a presença do grupo Renascença. O Beer & Food em sua segunda edição, na quadra histórica do Theatro Guarany foi um sucesso - centenas de pessoas circularam ao longo do dia para lanchar, tomar um chopp e conversar. O prefeito Eduardo Leite e a vice, Paula Mascarenhas, confraternizaram com as pessoas, no Centro Histórico, e assistiram a várias apresentações. O dia estava mesmo propício e as famílias não deixaram de curtir o sol no Parque da Baronesa, onde aconteceu o projeto Palco no Parque, com quatro shows de bandas locais: J. Will, Sulimar Rass, Musa Híbrida e Juliano Guerra. Um dos grande momentos da Virada foi a apresentação do espetáculo “Nem mesmo todo oceano”, pela Cia Omondé, do Rio de Janeiro, com entrada gratuita – senhas distribuídas à tarde - que quase lotou o Theatro Guarany. Uma queda de energia deixou o teatro às escuras, por alguns minutos, mas a platéia, educada, aguardou em silêncio e até aplaudiu os artistas visitantes, pelo profissionalismo e calma ao encarar a situação. Quando a energia retornou, os atores – entre eles Leonardo Brício – retomaram a apresentação, com o mesmo ritmo, sendo muito ovacionados pelo público, no final. Também no Palco Cidade, a tarde foi de agito com shows da Freak Brotherz, Os Ambientais, César Lascano, A Lua de Ismália, Instrumental Camará, Clube do Choro de Pelotas e, finalizando a noite, a DJ Helô colocou todo mundo que estava no largo do Mercado pra dançar. A Virada Cultural contou ainda com exposições, shows, apresentações, enfim, teve atividades para todos os gostos e idades. Ao final das 24 horas, só ficava um desejo: que venha a Virada Cultural 2016.