Procons defendem estratégias emergenciais para enfrentar endividamento
Ao adiar negociação, consumidores correm risco de serem tragados por dívidas impagáveis. Rolagem de juros do cartão de crédito é um dos maiores perigos para o orçamento

Devedores buscam orientação nos SPCs: dívidas relativas a serviços públicos subiram 16,7%

Com as perdas dos rendimentos do trabalho no Brasil e o aumento do desemprego – reflexos da crise econômica e política –, voltou a subir o número de contas em atraso no país. Pesquisa divulgada na semana passada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indica 59,2 milhões de brasileiros inadimplentes.

O contingente, que representa 39,9% da população com idade entre 18 e 95 anos, é preocupante, de acordo com órgãos de defesa do consumidor, que defendem estratégias emergenciais para quem está endividado e para quem corre o risco de cair na malha do crédito negativo (veja o quadro). Uma das armas mais importantes é enfrentar a dívida; agir imediatamente, caso contrário o valor poderá se tornar impagável em pouco tempo.

Os indicadores do SPC Brasil e da CNDL mostraram, no mês passado, ante abril de 2015, que houve aumento de 5,80% no universo de brasileiros inadimplentes. Só na passagem de março para abril, aproximadamente meio milhão de brasileiros deixaram de pagar alguma conta e foram inscritos nos cadastros de restrição ao crédito. O contingente de quase 60 milhões de brasileiros com contas em atraso representa o maior número na história do SPC, que acompanha a inadimplência desde 2012.

Os devedores foram pesquisados nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste, segundo o SPC Brasil. Em razão da lei estadual 16.569/2015, conhecida como ‘Lei do AR’, que dificulta a negativação de inadimplentes em São Paulo, o levantamento não tem dados do Sudeste nem, inclusive, de Minas Gerais. Por esse motivo, o SPC Brasil informa que o número real de consumidores inadimplentes em âmbito nacional pode ser ainda maior.

Em Belo Horizonte, por exemplo, o Procon da cidade registra aumento da procura de endividados por ajuda da instituição. “Chegou o momento de os cidadãos estancarem as dívidas. Se eles não tomarem uma atitude rápido, a situação vai ficar insustentável e inegociável”, comenta a coordenadora do Procon-BH, Maria Lúcia Scarpelli. O cenário é tão preocupante que o Procon da capital, pela primeira na sua história, fez mutirão em 15 de março com o objetivo de socorrer quem estava devendo na praça. “Conseguimos que cerca de 800 pessoas pudessem negociar suas dívidas com os credores. Para o mutirão vieram profissionais de bancos e de empresas de telefonia, entre outros”, conta Scarpelli.

A coordenadora do Procon-BH explica que, diante da situação, muitas empresas estão dispostas a negociar. “A primeira coisa que o consumidor endividado deve fazer neste momento é pedir o cancelamento dos cartões de crédito. Ao mesmo tempo, terá de assumir o compromisso de pagamento parcelado do que deve”, aconselha. A taxa média dos juros nos cartões de crédito subiu para 435,6% ano em abril e se manteve no maior patamar desde outubro de 1995. Ao mês, a taxa aumentou de 14,95% para 15,01%, com base em levantamento feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

JUROS EXTORSIVOS “Os cartões de crédito e cheque especial criam falsa impressão de que a pessoa tem o dinheiro e ela se esquece de que se trata de um empréstimo a juros extorsivos”, comenta Scarpelli. O consumidor endividado não tem de conviver com o sentimento da vergonha da situação. “Não adianta fugir da dívida e também não cabe ao consumidor alegar desconhecimento daquilo que deve”, avisa, acrescentando que não adianta recorrer ao Banco Central.

“O cidadão deve, sempre, conferir suas faturas. Hoje, no país, temos fraudes e clonagem, por isso, é sempre bom guardar o cupom de uma compra e esperar a fatura do cartão de crédito chegar para conferir o que vem sendo cobrado”, observa a coordenadora do Procon-BH. Uma dívida de R$ 3 mil tomados em bancos, por exemplo, segundo Scarpelli, dificilmente resultará em ação ajuizada pela instituição contra o devedor. “Porém, é muito desconfortável não ter crédito na praça. Por isso, vale sempre a pena tentar negociar o que deve”.

‘Pendura’ atinge água e energia

Segundo a pesquisa do SPC, além do aumento da quantidade de devedores, também houve elevação do volume de dívidas registradas nos cadastros de inadimplentes. Neste último caso, considerando-se as quatro regiões analisadas pelo estudo, as variações positivas foram de 6,09% na comparação anual – abril último frente o mesmo mês de 2015 – e de 1,12% na comparação com março deste ano, sem ajuste sazonal.

A abertura do indicador de dívidas em atraso por setor da economia, segundo o levantamento, revela que o brasileiro tem enfrentado dificuldades para realizar o pagamento, até mesmo de contas básicas. O maior avanço no número de dívidas se deu no ramo dos serviços prestados pelas empresas de fornecimento de água e luz, com alta de 16,68% na base anual de comparação.

Além das dificuldades para custear despesas básicas, o resultado também reflete a disposição crescente dessas concessionárias de serviços públicos em negativar os consumidores inadimplentes, como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso. “Tem se tornado mais comum que essas empresas negativem o CPF do residente antes de realizar o corte no fornecimento”, afirma a economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Em segundo lugar, destaca-se o crescimento de 5,34% das dívidas junto a bancos, que englobam atrasos nos pagamentos dos extratos do cartão de crédito, de empréstimos, financiamentos e seguros, seguido pelo comércio (4,64%) e o setor de comunicação, que consiste nas contas de telefonia, internet e TV por assinatura. Ainda que o crescimento das dívidas junto às empresas prestadoras de serviços de água e luz seja o principal destaque de abril, os débitos com os bancos são os que concentram, proporcionalmente, o maior número de pendências, com participação de 41,59% no total de dívidas em atraso das quatro regiões, seguido do comércio, com 24,20%

SAIA DA CORDA FINANCEIRA

1 - Assuma o que deve, porque fugir das dívidas só as torna ainda maiores
2 - Procure negociar. Se o credor for um banco, faça um acordo e não assuma parcelas maiores do que possa pagar
3 - Ainda que esteja com dívidas no cartão de crédito, procure a operadora, negocie e cancele o cartão
4 - Confira sempre as suas faturas de cartões, pode ter havido fraude ou clonagem sem que você tenha percebido
5 - Se a situação estiver muito apertada, procure empréstimos consignados (por ter juros menores) para quitar uma dívida maior
6 - Evite fazer qualquer outra dívida, como compras parceladas, até quitar tudo o que deve

EVITE CAIR NO ENDIVIDAMENTO

1 - Ao fazer uma compra tente responder: Eu preciso disso? Preciso disso para agora? Eu posso comprar isso? As perguntas vão ajudar você a se conter diante de um consumo impulsivo
2 - Neste momento da economia, com juros altos, fique atento aos financiamentos e dê preferência às compras à vista
3 - Faça planejamento constante do seu orçamento e corte gastos
4 - Anote tudo o que comprar. Essa medida simples ajuda a controlar os gastos
5 - Pesquise preços. Hoje o comércio está mais preocupado em vender mesmo que a preço um pouco menor do que esperaria o lojista
6 - Se for necessário, cancele viagens ou outros programas, os quais você sabe que vão apertar seu orçamento.
Fonte: Portal do Consumidor


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